Quarta-Feira, 06 de Janeiro de 2020

Naufrágio que matou 300 pessoas no Amapá completa 40 anos hoje

   O site o Antagônico, que busca informar de verdade a população paraense, chega ao mundo digital hoje, 6 de janeiro, data marcante para o povo do Estado vizinho, Amapá. Na noite de 6 de janeiro de 1981, o barco ribeirinho Novo Amapá naufragou na foz do rio Cajari, próximo ao município de Monte Dourado (PA), levando as águas mais de seiscentas pessoas. Trezentas destas perderam a vida e dezenas passaram horas de pânico e desespero, imersas na água e na escuridão.

    A embarcação, com suporte para transportar, no máximo, 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, partiu do Porto de Santana com mais de 600 passageiros e quase uma tonelada de carga comercial. Seu destino era o município interiorano de Monte Dourado, com escala em Laranjal do Jari. A lista de passageiros, segundo a Capitania dos Portos na época, tinha registrado cerca de 150 pessoas licenciadas pelo despachante Osvaldo Nazaré Colares. Mas na embarcação havia mais de 650 vidas. O despachante (falecido em abril de 2001, vítima de dengue hemorrágica) afirmou que só foi informado da tal lista após já ter partido há certas horas e que a lista foi deixada sob sua mesa, quando ele estava ausente.
   O barco foi içado do fundo do rio no mesmo ano do acidente. O nome foi mudado para “Santo Agostinho” e até 1996, a embarcação fez a rota Belém-Santarém-Belém, no Estado do Pará.

   O fato entrou em processo jurídico um ano depois da tragédia o advogado Pedro Petcov assumiu o caso, rolando pela Justiça Federal por quase 15 anos. Após a morte do advogado em 1996, o caso foi arquivado sem ter alcançado o principal objetivo: indenizar os familiares das vítimas mortas e os sobreviventes. Em setembro de 1981, 8 meses após a tragédia, o navio Sobral Santos, transportando 500 passageiros e mais de uma tonelada de carga foi a pique no porto da cidade de Óbidos, no oeste do Pará. Quase 300 pessoas perderam a vida no acidente. Este ano, para lembrar os 40 anos dos maiores naufrágios da Amazônia, o jornalista Evandro Corrêa lancará o livro “Sobral Santos e Novo Amapá – 40 anos de impunidade”. A obra  relata também  os bastidores de pelo menos 30  naufrágios ocorridos nos rios da Amazônia, onde a morte navega lado a lado com a ganância dos proprietários de embarcações e a omissão das autoridades portuárias.

 

 

 

Novos tempos de um velho alcaide

Não pegou nada bem para o recém empossado prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues a retirada, da Agência Belém, de matérias sobre as inaugurações do ex-prefeito Zenaldo Coutinho. Uma vergonha para uma gestão que se anuncia como democrática e contemporânea. Mais feio ainda ficou a republicação das matérias e a providencial “punição” do jornalista que autor da vexatória “patuscada”.

Dois pesos e duas medidas

 

   O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a emissora de rádio Marajoara, responsável pela rádio Mix FM, em Belém (PA), e contra os radialistas Raimundo Nonato da Silva Pereira e Hailton Pantoja Ferreira pela veiculação de discurso de ódio, preconceito, discriminação e xenofobia contra os indígenas da etnia Warao, originários de onde hoje é a Venezuela.O programa citado na ação foi ao ar em agosto de 2018. Em alguns minutos de conversa entre o locutor Nonato Pereira e o repórter Hailton Ferreira, o Jimmy Night, diversas vezes os indígenas foram chamados de "vagabundos", entre outros preconceitos e ofensas.O MPF pediu à Justiça que seja determinada a veiculação pela rádio, por pelo menos um ano, de conteúdos propostos pelos próprios Warao, além do pagamento, pela empresa e pelos radialistas, de R$ 300 mil em indenização por danos morais coletivos aos indígenas. A despeito da evidente ofensa aos índios, o que certamente merece providencias do Parquet Federal, seria interessante se a régua do MPF servisse também para punir indígenas que estupram, violentam e matam mulheres. Afinal a justiça deve ser aplicada sem olhar cara ou etnia. Dura Lex , Sed Lex.

Dono da Bola

 

Apesar de bater no peito e bradar aos quatro ventos que é tetra, por conta de seu quarto mandato, obtido na última eleição, o prefeito de Parauapebas , Darci Lermen, é o segundo, ou terceiro no alto escalão do executivo municipal. Na cidade mais rica do Pará quem manda e desmanda mesmo, de fato e de direito, é Keniston Braga. Tão logo assumiu a poderosa Secretaria de Governo, Braga já disse a que veio. As ordens são expressas para que nenhuma folha caia no chão de Parauapebas sem o seu conhecimento e anuência. Trata-se de mais uma inovação de Darci Lermen, trazendo para Parauapebas a figura do primeiro ministro. Faltou só combinar com a população !!! Com a palavra a Vale !!

 

Impunidade

Em setembro deste ano completa três anos o acidente que provocou a morte de duas pessoas no bairro de São Brás, em Belém. O motorista de um carro de luxo colidiu contra cinco veículos na avenida Gentil Bittencourt com a travessa Castelo Branco e deixou ainda uma terceira pessoa ferida no acidente. O condutor era Giovanni Maiorana, filho do empresário Romulo Maiorana Junior.  Segundo os policiais militares que registraram o boletim de ocorrência, ele estava visivelmente embriagado. Dentro do carro dele foram encontradas latas de cerveja. Em vídeos que circularam nas redes sociais várias imagens mostram Giovanni consumindo bebida alcóolica horas antes do acidente. Uma das vítimas foi identificada como Gabriela Cristina Jardim da Costa, de 19 anos. Ela estava em um ponto de táxi quando foi atingida e não resistiu. A outra vítima é Kinberly Guedes, que chegou a ser levada para o Hospital Metropolitano, mas também não resistiu aos ferimentos. Após o acidente, Giovanni foi detido e levado para a Seccional de São Brás. Ele foi encaminhado para fazer exame de dosagem alcoólica no Instituto Médico Legal (IML), mas se recusou a fazer o teste. A recusa não alteraram a autuação, já que os sintomas de alcoolemia eram visíveis, de acordo com a polícia. Ele foi liberado na audiência de custódia após pagar R$ 500 mil reais de fiança. Giovane responde pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa, na direção de veículo automotor, sob efeito de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. A pena é de reclusão de cinco a oito anos.

A Globo e a igreja

A outrora poderosa Rede Globo, a Vênus Platinada, depois de muitos embates com o embusteiro Jair Bolsonaro, já contabiliza muitos reveses em vários aspectos, se vendo obrigada a demitir vários nomes de peso, muitos deles monstros sagrados da emissora, como o casal Tarcísio Meira e Glória Menezes. Como doeu no bolso, com a queda considerável da verba do Governo Federal, somando-se a queda brusca de audiência, a Globo se viu obrigada a enfrentar temas espinhosos, como por exemplo, denúncias de abuso sexual envolvendo caciques da igreja católica. O recente escândalo envolvendo o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, revelado pelo Jornal El Pais e só agora replicado no Fantástico, é uma prova evidente de que a emissora não quer perder mais espaço para os sites e redes sociais.  Resta saber agora os próximos capítulos dessa peleja de Deus e o Diabo na terra do sol. No caso em tela, na terra do Açaí.

Chama o Ronaldo

Pode se tratar apenas de cobrança de fatura mas, ao que parece, não é nada bom o relacionamento de Helder Barbalho com o Grupo Liberal. Prova disso é o recente retorno do jornalista Ronaldo Brasiliense ao jornal O Liberal. O que se comenta é que Ronaldo Maiorana não se bica com Jader Filho, irmão do governador, por motivos pra lá de óbvios. A chapa tende a esquentar mais ainda nos próximos meses, quando começam a fervilhar as movimentações para as eleições estaduais.

 

Tião em campo

Por falar em eleições estaduais, quem já fala abertamente em se lançar candidato a governador do Pará é o prefeito reeleito de Marabá, Tião Miranda. Eleito prefeito em 2016, Miranda fez um bom trabalho a frente do executivo marabaense, enxugando  a máquina pública e colocando as contas em dia. A façanha é reconhecida até mesmo por adversários do prefeito, que foi reeleito com maioria absoluta de votos. A se confirmar a candidatura, será a primeira investida política de um nome do interior do Pará ao cargo de mandatário do Estado.

Helder x Gilberto

O ano começa com muita expectativa com relação as investigações de corrupção na gestão do governador Helder Barbalho. No STJ, prosseguem tramitando dois processos, em segredo de justiça, que apuram fraudes na compra de respiradores para o governo do Pará. Além das prisões já decretadas no decorrer da investigação, que incluíram visitas da PF no palácio e na casa do governador, muitos outros pedidos estão pendentes de apreciação e novas fases da operação deverão entrar em curso nos próximos meses. Em outro giro, a guerra pública declarada por Helder contra o ainda Procurador Geral do MP, Gilberto Valente, deve render ainda mais capítulos. Diz um ditado latino que a pessoa só se conhece verdadeiramente quando se vê ameaçada ou com poder nas mãos. A conferir.

Hoje é quarta-feira, 6 de janeiro, Dia de Santos Reis. Um bom dia a todos os leitores. Estacionamos as teclas !!!

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