Quinta-Feira, 08 de Janeiro de 2021

O irmão do deputado

A grande mídia paraense não publicou a operação da Polícia Federal, deflagrada dia 15 de dezembro e que  resultou na prisão de Samir Chamon, irmão do deputado estadual Chamonzinho (MDB). Samir é suspeito de participar de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro no município de Curionópolis, sudeste do Pará. De acordo com a investigação, Samir é dono de uma empresa alvo da operação que utilizava minérios anulados pela Justiça Federal e sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM), o que impede que o minério seja beneficiado ou transportado do município. Além de Samir Chamon, outras 4 pessoas foram presas em flagrante. Ironicamente, Chamonzinho, aliado do governador Helder Barbalho, é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alepa e comanda a Sema no sul do Pará. Tudo dominado!!

 

Zequinha e o Barbalho

 

Não convidem para a mesma mesa o governador Helder Barbalho e o senador Zequinha Marinho. No decorrer dos dois anos de mandato de Helder, azedou muito a relação com Zequinha, que não esconde seu descontentamento com o gelo que sistematicamente vem recebendo da gestão estadual. Com efeito, a exemplo do prefeito de Marabá, Tião Miranda, o senador também já fala abertamente em se lançar candidato ao governo do Pará. Ai já seriam dois nomes do interior na disputa pela cadeira ocupada hoje por Barbalho. E o coro dos descontentes só aumenta.

 

O homossexualismo e a morte do padre

 

Casos de abusos sexuais e homosexualismo são recorrentes na igreja católica. Não é de hoje que as denúncias se multiplicam, mesmo com a omissão da grande mídia. Um exemplo é o caso recente de Santarém. O enredo é o mesmo e não ganhou tanta notoriedade porque o membro da igreja não era Bispo. Pois bem. Acompanhado de advogado, o jovem Cristian Roberto da Silva, 19 anos, compareceu a 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil na tarde de segunda-feira (4) e teria confessado ter matado o padre José Ronaldo Gomes de Brito, 37 anos. O crime aconteceu na virada do ano em uma casa na ocupação Bela Vista do Juá, em Santarém (PA). Por meio de nota, sem entrar em detalhes, a Polícia Civil informou na noite desta segunda-feira que o suspeito de matar o padre José Ronaldo de Brito foi liberado após prestar depoimento, e que equipes da delegacia local realizam diligências para elucidar o caso. Segundo fonte da polícia, Cristian teria revelado que ele e o padre tinham um relacionamento amoroso, mas que haviam se desentendido. Cristian teria dito à polícia que após ter matado o padre com um golpe de faca no pescoço, pegou o carro da arquidiocese que era usado por José Ronaldo, com a intenção de fugir, mas acabou perdendo o controle do veículo, que se chocou no muro de uma residência na avenida Fernando Guilhon na madrugada do dia 1º de janeiro. No dia do acidente, Cristian chegou a ser conduzido pela Polícia Militar à Seccional de Polícia Civil, porém naquela ocasião ele ainda não era considerado suspeito de um crime de homicídio, uma vez que o corpo do padre só foi encontrado na manhã do último domingo (3) já em adiantado estado de decomposição. A causa da morte do padre não foi determinada na perícia. Os peritos do IML (Instituto Médico Legal) encontraram uma perfuração no corpo de José Ronaldo. Material como sangue e objetos foram coletados no local e devem passar por exame de DNA. Perguntar não ofende : Será que o padre tinha relacionamento apenas com o seu algoz? Quem garante que ele não praticava em sua paróquia os mesmos abusos supostamente praticados por Dom Alberto?

 

Amigo do peito

 

Deputados estaduais do Pará estão formando o grupo “fora Wallame”, na tentativa de desapear do cargo o todo poderoso  secretário de segurança pública, Wallame Machado. Nome vindo dos quadros da Polícia Federal, Machado é um homem que detém muita informação. Tanto é o prestígio que ele já estendeu seus tentáculos para outros órgãos do governo e nomeou várias pessoas de sua confiança. É o tipo de secretário que, por óbvio, Helder Barbalho nem pensa na possibilidade de substituição.

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O cabo da PM e o esbulho

 

Isaías Martins de Barros não é mais cabo da Polícia Militar, em Marabá, sudeste do Pará. Ele foi expulso da corporação após confirmado o crime de esbulho possessório. É uma forma de tipificar a invasão de bens imóveis ou apropriação ilegal desses bens. Ele fez isso três vezes e ainda tentou vender as propriedades. Foi um longo processo entre a investigação do caso até a expulsão definitiva dele. Ele tinha problemas com a própria PM na cidade, após publicar um vídeo com várias acusações contra seus superiores. Pelas investigações da Corregedoria da PM, Isaías se apossou de três imóveis em Marabá: o lote 08, na folha 29, quadra 10, bairro Nossa Senhora de Aparecida (invasão da Coca-Cola); uma propriedade que fica na avenida Araguaia, primeira quadra, no bairro Nossa Senhora Aparecida; e um terceiro bem, na rua Duque de Caxias, nº 1479, bairro Liberdade. Depois de se apossar dos imóveis, o ex-militar fazia algumas reformas e então colocava para venda. Quando os proprietários reclamavam, ele fazia pouco caso. Às vezes, exigia dinheiro para a devolução do bem. Como era policial, conhecido como cabo De Barros, do 34º Batalhão de Polícia Militar, e político — se candidatou a vereador nas eleições de 2020, pelo PSC, mas não se elegeu —, as vítimas não tiveram coragem de enfrenta-lo. Em nota, a PM confirmou a expulsão de Isaías de Barros. "A PMPA informa que o militar foi submetido a Conselho de Disciplina (Processo Administrativo), cuja conclusão apontou que o militar não reúne mais condições de permanecer nas fileiras da Corporação. A Corregedoria Geral o científicou sobre a decisão e ele não mais exerce as atividades na instituição".

 

Os novos presidentes das seções e turmas do TJE

 

As seções e turmas de Direito Penal, Público e Privado do Tribunal de Justiça do Pará já definiram os desembargadores que estarão nas presidências dos respectivos órgãos julgadores fracionários ao longo do ano de 2021.  A Seção de Direito Penal será presidida pelo desembargador Mairton Marques Carneiro, que substituirá o desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior. Na Seção de Direito Privado foi reconduzido ao cargo de presidente o desembargador Ricardo Ferreira Nunes. A Seção de Direito Público, que tem à frente a desembargadora Maria Elvina Gemaque Taveira, procederá a escolha do novo presidente apenas em janeiro do próximo ano.

Para as Turmas de Direito Penal foram definidos as desembargadoras Vânia Lúcia Silveira para a 1ª Turma; Vania Fortes Bitar Cunha, para a 2ª Turma; e Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, para a 3ª Turma. As magistradas substituirão, respectivamente, os desembargadores Rosi Maria Gomes de Farias, Milton Augusto de Brito Nobre e Mairton Marques Carneiro.

A 1ª Turma de Direito Público elegeu o desembargador Roberto Gonçalves de Moura, que substituirá a desembargadora Ezilda Pastana Mutran. Já a 1ª Turma de Direito Privado deliberou pela recondução do desembargador José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior ao cargo de presidente. A 2ª Turma de Direito Público e 2ª Turma de Direito Privado, que são presididas, respectivamente, pelos desembargadores Luzia Nadja Guimarães Nascimento e Ricardo Nunes, elegerão seus presidentes somente em 2021.

 

Hoje é sexta-feira, 9 de janeiro. Dia do Fico. Um bom dia aos leitores. Estaciono as teclas !!!