21 de Janeiro de 2021
MPF. O Barbalho, O partido e o Desvio

 

Mais uma ação contra Helder. O Ministério Público Federal ofereceu Ação Civil Pública Por Ato de Improbidade Administrativa, contra

Maria de Nazaré Silva Mâncio, candidata a deputada

estadual em 2018, Helder Zahluth Barbalho, governador do Estado do Pará, na época dos fatos presidente Partidário da Direção Estadual do Movimento Democrático Brasileiro – MDB e José Nazareno Sanches da Silva, na época tesoureiro partidário do MDB.  

 

Na ação, assinada pelo procurador Alan Mansur, o MPF diz que os acusados utilizaram indevidamente recursos do partido para bancar a campanha de Maria Nazaré Mâncio.  

 

Na investigação, se constatou que os recursos foram aplicados de forma indevida, sendo que a prestação de contas eleitoral da candidata, relativa às eleições de 2018 foi desaprovada pelo TRE do Pará, reconhecendo-se a malversação de recursos públicos na ordem de R$ 70.726,56 (setenta mil, setecentos e vinte e seis reais e cinquenta e seis centavos) do Fundo Partidário, determinando-se o recolhimento ao Tesouro Nacional.  

 

Ao final, Mansur pede que os acusados sejam condenados ao ressarcimento integral dos danos sofridos pelo Erário, à perda da função pública e à suspensão dos direitos políticos por 8 (oito) anos.

 

O Decreto. Os Bares Fechados e o Alerta

 

Com as barbas de molho diante da situação do colega Wilson Lima, que corre sério risco de ser afastado do cargo por conta do caos absoluto na saúde do Amazonas, o governador do Pará Helder Barbalho anunciou ontem que vai proibir, a partir desta quinta, 21, festas, shows e funcionamento de bares em todo o território do estado. Somente restaurantes poderão funcionar até às 00h.

 

O decreto também deve alterar a bandeira das regiões metropolitana de Belém, Marajó Oriental e Baixo Tocantins, regredindo da verde (risco baixo) para amarelo (risco intermediário). As medidas, segundo o governador, estão sendo tomadas devido à pressão no sistema de saúde e aumento na incidência viral nos municípios que fazem fronteira com o estado do Amazonas.

 

Em parte, Helder não está errado. Principalmente no tocante as pressões. Elas existem, de fato. Desesperado para resgatar a imagem pública, desgastada por denúncias de corrupção, com visitas da PF em sua casa e no palácio do governo, tudo que o 02 quer evitar agora é uma segunda onda de Covid no Pará e, consequentemente, novas incursões da justiça e da PF.

 

 

O Ouro, A Mineradora e o Cuiu-Cuiu

 

Engana-se quem pensa que já não tem mais ouro na bacia do Tapajós. A mineradora Cabral Gold identificou mais um novo alvo de alto teor no projeto de ouro Cuiú-Cuiú. Este é a quarta descoberta de nova área para sondagem no ativo no Pará. Segundo a empresa, amostras do novo alvo, batizado Tracajá, retornaram até 165 gramas de ouro por tonelada (g/t). A Cabral Gold captou US$ 4,5 milhões por meio do exercício de opção de compras de 22,2 milhões de bônus de subscrição de ações. Os recursos, segundo a empresa, vão “garantir” o financiamento até 2021 da campanha de sondagem que está em andamento no projeto de ouro Cuiú-Cuiú, no Pará.

 

O Cartorário, O Tribunal e a Quebra de Confiança

 

Depois da celeuma envolvendo o não repasse milionário do ex-cartorário Diego Kós Miranda ao TJE do Pará, questão que foi parar na justiça, a corte paraense ficou com as barbas de molho. Em Portaria publicada hoje, o presidente Leonardo Noronha, atendendo a pedido da Corregedoria das Comarcas do Interior, determinou o afastamento e a perda de interinidade do servidor João Batista Gonçalves Monteiro, cartorário do 1º Ofício da Comarca de Igarapé Miri, por supostas irregularidades praticadas no exercício de suas atribuições e em face da quebra de relação de confiança. Gato escaldado .....

 

A Fafá, O Wladimir Costa, A Sentença e a Nazica

 

É inquestionável o talento da paraense Maria de Fatima Palha de Figueiredo – mais conhecida como Fafá de Belém. Assim como também é público e notório que ela adotou a padroeira dos paraenses como uma fonte de renda. E muita renda. O problema é que ela não gosta que falem da pecha de usurpadora da imagem da Nazica. Um grave contraste de personalidade da eterna intérprete de “Foi Assim”, uma vez que, no tocante a imagem nazarena, ela ganhou fama deitando na cama. Pois bem. Recentemente, Fáfá perdeu o processo que moveu contra o ex-deputado Wladimir Costa. A representante de Nossa Senhora de Nazaré no Pará ingressou na justiça acusando de Wlad de ter publicado injúrias contra ela nas redes sociais. Fafá alegou na Ação que o então deputado fez postagem em seu perfil, com material ofensivo à sua imagem. A cantora sustentou que as postagens mentiriam ao acusá-la de se aproveitar das festividades religiosas de seu estado natal para ganhar dinheiro, e que sua imagem teria sido indevidamente utilizada para atingir sua honra, com publicação de fotos suas, em momento de adoração religiosa ao lado de fotos realizadas em um contexto de performance artística, com roupas mais decotadas. Em um primeiro momento Fafá ganhou a parada e Wlad foi obrigado a retirar as postagens de seu perfil. No entanto, ao julgar o mérito e indeferir o pedido de Fafá de Belém, o juiz Marcelo Augusto Oliveira, titular da 41 Vara Cível de São Paulo não vislumbrou a intenção de Wlad em tentam macular a imagem da cantora, a partir do teor de suas críticas. “A crítica, ademais, não é apanágio exclusivo de jornalistas ou de cronistas do cenário cultural, e pode ser efetuada livremente, desde que não se afigure ilícito. Nessa esteira, ao que tudo indica, as manifestações prestadas nesse tocante têm como fulcro o legítimo exercício da função parlamentar e, por conseguinte, devem ser abarcadas pela imunidade constitucional”. Sentenciou o magistrado suscitando a imunidade parlamente de Wladimir Costa.

 

 

 

A CBF, A Pandemia, A Copa Verde e O Mangueirão

 

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) remarcou para este domingo (24), às 16h, no Estádio do Mangueirão, em Belém, o confronto entre Santos-AP x Gama pela primeira fase eliminatória da Copa Verde.

 

A partida que estava marcada para esta quarta-feira (20) , no Estádio Zerão, em Macapá, foi suspensa após decreto do Governo do Estado proibindo a realizações de jogos nos estádios por conta do aumento de casos da Covid-19.