• O Antagônico

30 de Julho e a Amizade




Hoje é sexta-feira, 30 de julho. 211.º dia do ano no calendário gregoriano (212.º em anos bissextos). Faltam 154 dias para acabar o ano. Dia Internacional da Amizade.




Os Yanomami e as Vacinas em Troca de Ouro


Lideranças indígenas denunciam que ao menos 106 doses da Coronavac destinadas a Terra Yanomami foram vendidas a garimpeiros em troca de ouro por servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ligada ao Ministério da Saúde. A denúncia foi divulgada pelo Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuana (Condisi-YY). O ofício, assinado no último dia 15 por Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Condisi-YY, menciona cinco servidores como responsáveis pelo esquema de vendas das vacinas na comunidade Komamassipi, na região do Parafuri. Lá, 45 garimpeiros foram vacinados pagando 15 gramas em cada dose. Já nas regiões do Parima foram 23 e em Homoxi 38 invasores imunizados, afirma a denúncia. Este é o segundo caso de denúncia de troca de vacina por ouro. A primeira, também em Terra Yanomami, foi feita pela Associação Hutukara nas regiões de Humuxi e Uxiu. Hekurari informou que os desvios ocorreram nos meses de março, abril e maio deste ano. Na época, o grama do ouro chegou a ser cotado a R$ 319,82 no Banco Central, o que representa uma movimentação equivalente a cerca de R$ 500 mil em troca das 106 doses que deveriam ser aplicadas nos Yanomami.


A Morte do Delegado. O Condenado e o Recurso


A defesa de Antônio Raimundo da Conceição, condenado a 21 anos em regime fechado por matar o delegado Félix Alberto da Costa, em 2016, com um tiro na nuca, entrou com uma ação de justificação na Justiça. A ação tem o propósito de apresentar novas provas e testemunhas para tentar provar a inocência do acusado. A ação destaca que as testemunhas apresentadas nesse momento não foram inseridas anteriormente ao processo. A defesa inseriu mais quatro testemunhas que alegam que o réu não estava no local do crime no dia. Antônio da Conceição foi condenado por júri popular que durou cerca de 15 horas no dia 29 de maio de 2018 por homicídio qualificado. Ele recorreu da sentença e pediu um novo julgamento em outubro do mesmo ano, contudo, a Justiça manteve a condenação e negou um novo julgamento. A defesa entrou com novos recursos no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), que também negaram os pedidos. A sentença do réu só pode ser mudada, agora que o caso transitou em julgado, com uma revisão criminal, que é quando a defesa apresenta uma nova prova, testemunha ou fato antigo que não foi produzido anteriormente no processo.

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