• O Antagônico

A Academia Paraense de Letras. O Salomão Habib. A Cadeira 25. Os Votos e as Ausências

Atualizado: 1 de fev.



Fechou o tempo na Academia Paraense de Letras na semana passada, durante a escolha do substituto de Jorge Arbage. O novo imortal escolhido para ocupar a cadeira n° 25 é o músico Salomão Habib, violonista brasileiro, pesquisador, compositor de música erudita e regional paraense, professor de musicalização e violão clássico. Habib é o atual diretor do Teatro Waldemar Henrique e, apesar do talento inquestionável, não tem nenhum livro publicado, quesito básico para ingresso na APL.


O estatuto da Academia Paraense de Letras estabelece que para alguém candidatar-se é preciso ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livros de valor literário. Mas a celeuma em torno da escolha de Habib não se deu por isso.


Alguns membros entendem que a eleição dos novos membros, Salomão Habib e Raymundo Mário Sobral, aconteceu “nas coxas”. Explica-se: O vice presidente, João Augusto, não compareceu a sessão solene. O presidente, Ivanildo Alves, acometido com Covid, também não. Porém, Ivanildo nomeou uma comissão eleitoral para tocar o processo. E é ai que está a questão.


Dos três integrantes da comissão, Zenaldo Coutinho, Jorgenor de Sousa e Bethania Fidalgo, apenas Zenaldo estava presente. Mesmo assim a eleição ocorreu, coordenada pela secretária da APL, Nazaré Mello. Um outro fator gerou desconforto entre os imortais paraenses. Habib foi escolhido com 29 votos, apesar de apenas 19 estarem presentes !! O constrangimento foi geral !!


435 visualizações0 comentário