• O Antagônico

A Advogada e o Salão de Beleza. O Instituto e os Hospitais. Os R$ 15 Milhões, Tucuruí e Abatetuba


A Sespa aditou, pela segunda vez, o contrato de gestão, que tem por objeto o repasse financeiro a título de investimento, o valor de R$ 12.638.469,57 (Doze milhões, seiscentos e trinta e oito mil, quatrocentos e sessenta e nove reais e cinquenta e sete centavos ), visando a reforma do sistema elétrico do Hospital Regional de Tucuruí.


Já em Abaetetuba, a Sespa aditou contrato com o Diretrizes, no valor de R$ 3.900.000,45 (três milhões, novecentos mil reais e quarenta e cinco centavos) para adequação de leitos existentes no Hospital Estadual Santa Rosa. O Instituto Diretrizes administra hospitais em todo o Brasil e tem como sócios Katia Pazinato Gregatti e José Augusto Florenzano. O curioso é que o Diretrizes, que se intitula sem fins lucrativos, é uma reunião de pessoas para gerir uma instituição com contratos milionários, sendo a presidente, pasmem, proprietária de um salão de beleza em Barueri, em São Paulo. Ai tem !!!


Laranjas – No ano passado, A CPI da Saúde, que investiga a situação deste setor em Sorocaba (SP), apontou indícios de irregularidades no contrato entre a prefeitura e o Instituto Diretrizes, organização social responsável pela gestão das Unidades Pré-Hospitalares (UPH) das zonas norte e oeste.


As informações foram divulgadas após dois vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito viajarem para Osasco, na Grande São Paulo. Eles encontraram três pessoas que apareceram como integrantes da diretoria e dos conselhos administrativo e fiscal do instituto. Nomes, documentos e endereços constavam nos papéis apresentados pela entidade para participar da licitação aberta pela Prefeitura de Sorocaba.


O contrato assinado em janeiro de 2019 prevê um repasse de R$ 63 milhões por ano para a gestão das UPHs Norte e Oeste. Antes de visitar os então integrantes do instituto, os vereadores enviaram cartas pedindo que as pessoas fossem à Câmara de Sorocaba, mas, por meio de um advogado, uma das mulheres disse desconhecer a entidade. Versão apresentada por outras duas pessoas.


No documento, essas pessoas aparecem como comerciante, empresária e administradora. Mas, aos vereadores, uma delas disse que está desempregada, outra vende doces e a terceira vive de um benefício do governo. “Causa estranheza a união dessas pessoas”, afirmou a relatora da CPI a época.

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