• O Antagônico

A Arcon e a Maracutaia. A Diretora. A Mulher do Deputado e os Vereadores Beneficiados



Há algo de podre na Arcon. O Antagônico teve acesso à Ata que revela os meandros de ilegalidades que ocorrem, há tempos, na Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará. No pano de fundo dessa sórdida história aparece Denise Pimenta, esposa do deputado estadual Eraldo Pimenta, Diretora de Controle Financeiro e Tarifário da Agência, Thaissy Katherine, gerente, dois vereadores de Santa Cruz do Arari, apadrinhados do deputado estadual Wanderlan, do MDB.


De acordo com o que foi apurado pela reportagem, a Arcon autorizou, ao arrepio da lei, que a empresa Moraes e Ramos – Navegação Arari, fizesse linha diária de transporte de passageiros em Lancha, de Belém a Santa Cruz do Arari, prejudicando a concorrência, de forma desleal e ilegal. A empresa pertence aos vereadores Mosaniel do Egito Beltrão, o “Mosaca” e Mayk Pardavil, ambos de Santa Cruz do Arari. Os dois edis, com o consentimento da Arcon, alugaram, por R$ 18 mil reais, a outorga concedida pelo Estado a um terceiro, o que é proibido por lei.


Como a tramoia foi descoberta, os vereadores cancelaram o contrato e passaram a operar na linha. A permissão para a Moraes e Ramos atuar na referida rota foi decidida em uma reunião, registrada em ata, da qual participaram os representantes das empresas interessadas, Denise Pimenta, Thaissy Katherine e outros envolvidos.


Em um trecho da ata da reunião, cujo teor o Antagônico teve acesso, Denise fala claramente em apadrinhamento político para que a situação “fique alinhada”. Na prática, o ato de aluguel de outorga da licença para operação, por si só já seria causa para perda da concessão. No entanto, até hoje a Arcon não tomou nenhuma providência sobre o caso.Como já foi publicado aqui no site, a empresa ML Transporte e Navegação ingressou com uma denúncia de improbidade administrativa na Diretoria Geral da Arcon, narrando que Thaissy Katherine teria beneficiado um operador da Moraes e Ramos, além de outras duas empresas. Insatisfeita, a ML Transporte solicitou vistas do processo, pedido não atendido por Thaissy.


A ML Transporte questiona como foi possível a ARCON dispor a 03 empresas, com o mesmo destino, horários coincidentes para duas empresas e um intervalo de 10 minutos para a quarta empresa, sendo que o Terminal Hidroviário de Belém dispõe de apenas 02 flutuantes. Para a ML Navegação, ficou claro o favorecimento a empresa Moraes e Ramos, que faria 6 viagens semanais, 2 a mais que as outras.

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