• O Antagônico

A Candidatura do Eguchi, O Jatene e Marcio Miranda. Helder Barbalho, O STJ e os Adversários


A corrida eleitoral para 2022 já está na rua e os grupos e partidos começam a desenhar o cenário eleitoral para o ano que vem. O delegado Everaldo Jorge Martins Eguchi, do PSL, que disputou a prefeitura de Belém com Edmilson Rodrigues, obtendo mais de 364 mil votos, já fala abertamente em pré-candidatura para governador. Eguchi tem conversado bastante com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, e também com o tucano Simão Jatene e com o ex-deputado Marcio Miranda, ainda do DEM.


Outros nomes também já foram ventilados como eventuais candidatos ao governo, entre eles o do prefeito de Marabá, Tião Miranda e o do senador Zequinha Marinho. Ao que tudo indica, está se desenhando uma grande coligação para fazer frente a hipotética candidatura de Helder Barbalho à reeleição.


Hipotética porque, apesar de ter neutralizado o grupo Liberal, que agora acompanha o Diário do Pará na blindagem ao governo, e de estar empenhado em neutralizar toda a oposição (dinheiro e cargos não faltam), Helder não pode interferir, apesar de continuar tentando, no pedido de afastamento do cargo, que tramita no Superior Tribunal de Justiça, que está sob a relatoria do ministro Francisco Falcão, e que pode ser julgado a qualquer momento.


Caso o STJ defira o pedido e afaste Barbalho, o quadro muda completamente, uma vez que o mesmo pode não ter musculatura para encarar uma candidatura. Some-se a isso a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro, que é afinadíssimo com Eguchi e certamente vai precisar de palanque no Pará.


Trocando em miúdos, o delegado passou a ser, desde a eleição municipal, uma pedra no sapato de Helder Barbalho, principalmente por conta da aproximação com Jatene e Miranda, sendo que os dois últimos, depois de experimentarem muitos dissabores e traições, estão quietos, mas não estão mortos.


Não é nenhum exagero lembrar que, no caso de Helder Barbalho, comprar partido não significa necessariamente, garantia de votos. O exemplo vem da própria eleição na capital, onde o Priante, da cozinha de Helder e que gastou uma fábula na candidatura a prefeito, foi limado pelo próprio Eguchi, não passando, sequer, para o segundo turno.


A se manter a máxima de que candidato Barbalho não ganha em Belém, o maior colégio eleitoral do Estado, a capital será mais um elemento complicador para a candidatura à reeleição de Helder, mesmo com a ajuda do agora amicíssimo Edmilson Rodrigues e de toda a “esquerda”. Mas, porém, contudo, ainda tem muita água para passar debaixo dessa ponte. Aguardemos os próximos capítulos.

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