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A Cargill e o Super-Porto no Pará. Os R$ 700 Milhões, A Ilha e Abaetetuba



A Cargill trabalha no seu último investimento de grande porte na região amazônica: a construção de um novo porto no Pará, ao custo inicial de R$ 700 milhões. Maior companhia do agronegócio mundial de capital fechado, a multi assinou o contrato de compra de um terreno de quase 400 hectares na ilha de Urubuéua, no Pará, onde construirá seu maior terminal fluvial graneleiro em capacidade de movimentação no Arco Norte.


Ligada ao município de Abaetetuba, a ilha está localizada na região de Barcarena, que ganhou importância nos últimos anos com a chegada das tradings e o escoamento da safra brasileira de grãos. Com capacidade de movimentação de seis milhões de toneladas de soja e milho por ano, o novo porto deverá entrar em operação entre 2022 e 2025. A ilha de Urubuéua pareceu mais viável depois que o governo paraense anunciou planos de construir no local um grande complexo portuário estadual, denominado Coimport.


O futuro porto da Cargill na ilha paraense está a uma distância de 2.503 quilômetros de seu terminal em Porto Velho e de 1.098 quilômetros de Miritituba. A partir desses pontos iniciais, a carga poderá ser transbordada das barcaças em Santarém ou em Urubuéua. Nesta, o transbordo deverá ocorrer na Baía do Capim, protegida de grandes ventos e oscilações nas ondas. Investir em Barcarena foi uma alternativa estratégica porque a demanda vem crescendo a um ritmo maior que o dos aportes gerais em infraestrutura. Em 2017, as tradings embarcaram, no total, 15 milhões de toneladas de grãos pelo Arco Norte.

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