• O Antagônico

A Casa. O Flávio Lisboa. O Pedreiro. O Furto das Peças. A Polícia e o Lustre

Atualizado: Ago 17



A reforma de uma casa antiga, situada na avenida José Malcher, em uma região tombada como patrimônio histórico, virou caso de polícia. Explica-se: um pedreiro contratado para reformar o telhado do imóvel, na cara dura, afanou peças consideradas relíquias, de grande valor comercial. Chamado às falas, pelos proprietários da residência, o pedreiro acabou confessando que furtou os objetos, sendo 2 pias e 6 lustres, tendo vendido todo o material para um antiquário. Foi a partir dai que se iniciou a via crucis dos donos do imóvel.


O pedreiro confessou que vendeu as peças para o restaurador Flávio Lisboa. Procurado pelos proprietários, Lisboa, que é bastante conhecido no mercado, negou ter comprado o material e, de quebra, ainda ameaçou processar os donos das peças. Diante da postura do restaurador, os proprietários registraram uma ocorrência policial. Foi então que Flávio voltou atrás e confessou que comprou o material, no entanto, por incrível que pareça, queria que os donos do imóvel pagassem a quantia de R$ 2 mil reais, dinheiro pago por ele ao pedreiro.


Trocando em miúdos, uma extorsão travestida como compensação !! Durma-se com um barulho desses !! Aperta daqui, aperta dali, Flávio Lisboa e o pedreiro, depois de intimados pela polícia, devolveram a maioria das peças na delegacia de polícia, com exceção de um lustre, de procedência tchecoslovaca, de grande valor histórico e comercial. E é ai que a conta não fecha.


O pedreiro e Flavio iniciaram um jogo de empurra, negando a existência do lustre. No entanto, os proprietário apresentaram fotos do lustre e o local onde o mesmo estava instalado. Diante do impasse, a família iniciou uma campanha nas redes sociais para reaver a peça. “ Uma pessoa séria e honesta não vai querer comprar ou ter em sua sala uma peça que é produto de roubo”. Disse a O Antagônico um dos proprietários.


A bem da verdade, essa não é a primeira vez que o restaurador Flávio Lisboa se envolve em histórias de furto de peças de arte. Em 2009 ele foi condenado por receptação, cuja pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços a comunidade, pagamento de 10 salários mínimos e multa.

807 visualizações0 comentário