• O Antagônico

A Execução do Advogado. O Matador. O TJ e o Habeas Corpus Negado

Atualizado: Jun 30



A Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) negou, por unanimidade, habeas corpus liberatório com pedido de liminar a Francisco Mendes de Oliveira, vulgo “Pitbull”. O pedido foi feito em face de sentença de pronúncia que determinou que Francisco deverá aguardar o julgamento pelo Conselho de Sentença preso. Francisco foi preso pela Polícia Civil do Pará, em abril de 2018, apontando como um dos executores do advogado Mário Pinto da Silva, crime ocorrido no dia 7 de novembro de 2017, em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará.


O outro executor do crime, que também está preso, é Josoé Oliveira Barros, de apelido "Zé Barrão". Josoé é apontado como responsável em deflagrar os disparos e conduzir a moto usada no crime, enquanto que Francisco foi responsável em monitorar a vítima e repassar à Josoé a localização do advogado para que o crime fosse cometido.


As investigações apontaram que o crime foi resultado da cobrança de uma multa ambiental no valor de quase R$ 1 milhão. O casal de ruralistas Antonio Honorato de Souza e Odaleia Carneiro de Souza, são apontados como mandantes do crime. Honorato adquiriu uma propriedade rural, onde havia sido realizada uma extração ilegal de madeira que, na época, foi detectada pelo Ibama.


O órgão ambiental aplicou uma multa ao antigo proprietário da terra. O advogado entrou na causa para colocar a multa em nome de Honorato para que ele assumisse o ônus da multa. Por causa disso, Honorato e sua mulher decidiram contratar Josoé e Francisco para executar o advogado.

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