• O Antagônico

A Execução do Dono da Esmac. A Deputada Nilse. O Julgamento e os 6 Condenados



A Justiça estadual condenou seis acusados pelo latrocínio que resultou na morte do professor e empresário Amintas Pinheiro, em 5 de fevereiro de 2020 na Grande Belém. A juíza Sandra Maria Ferreira Castelo Branco, titular da 10ª Vara Criminal de Belém, condenou os réus a penas que variam entre 22 e 26 anos de prisão, com regime inicial fechado.


Foram condenados os réus Antônio Silva Cordovil, o “Tonico”, acusado de ser o mandante do crime; Anderson de Lima Pacheco, vulgo “Pelado”, apontado como executor da vítima; Amarildo Pereira, o “Maranhão”, acusado de participação direta na abordagem da vítima; Tiago Francisco Silva de Lima, apontado como piloto da fuga de um dos veículos usados no crime; Elenilson Ramos Farias, o “Loirinho”, acusado de dirigir o veículo que deu suporte à ação criminosa, impedindo a fuga do empresário; e Lucas Araújo e Souza, o “Bulldog”, apontado como piloto de uma das motos que também atuaram na fuga. O réu Max Santos Silva foi absolvido, enquanto Jheime dos Santos Mercês teve o processo suspenso por estar em local incerto, mas continua com a prisão preventiva decretada.


O professor e empresário Amintas José Quingosta Pinheiro, de 62 anos, foi assassinado a tiros no fim da noite de quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020. O educador era dono da Escola Superior Madre Celeste (Esmac) e marido da deputada estadual e professora Nilse Pinheiro. Amintas foi abordado por dois homens em uma motocicleta, na Avenida Centenário, perto do Conjunto Catalina, bairro do Mangueirão, em Belém.


O empresário havia acabado de deixar a Esmac e retornava para casa. Ele dirigia uma caminhonete preta e foi interceptado pelos criminosos em um semáforo, no sentido Ananindeua-Belém. Amintas ainda conseguiu dirigir por cerca de 100 metros antes de parar, desfalecido. Ele foi socorrido e levado para um hospital particular de Belém, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no início da madrugada de quinta-feira (6).


De acordo com o então Delegado Geral da Polícia Civil do Pará, Alberto Teixeira, logo após o crime, a polícia realizou um levantamento do itinerário percorrido pelo empresário, desde a sua residência, de onde saiu, até o local onde foi morto, na avenida Centenário, por meio de câmeras em propriedades e também câmeras do Centro Integrado de Operações (Ciop).


Nas primeiras horas, mais de 30 pessoas foram ouvidas, entre testemunhas oculares e conhecidos da vítima. A partir dos depoimentos coletados, chegou-se à informação de que havia um veículo de apoio no momento em que o crime ocorreu, e que este veículo se colocou em frente ao carro do empresário para impedir que ele fugisse.

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