• O Antagônico

A Federação Paraense de Futebol. A Assembleia, A Aprovação das Contas e a Cobrança de Marapanim



Um ofício enviado, esta semana, pela Liga Marapaniense de Desporto a Adélcio Magalhães Torres, presidente da Federação Paraense de Futebol acendeu o estopim que faltava para expor as chagas dentro da FPF. No documento, Domingos Fernando Eleres, presidente da Liga, aponta uma manobra da Federação, na realização de uma Assembleia, cuja data e convocação não teve conhecimento e acesso.


A dita assembleia, hipoteticamente ocorrida no dia 03 de abril deste ano, teria aprovado as contas e o exercício financeiro de 2020 da Federação.

“Esta Liga Esportiva, filiada e detentora de todos os seus direitos estatutário, não tomou conhecimento da referida Assembleia Geral, ou para ela foi convocada via mensagem eletrônica, como usualmente acontece e conforme está previsto no Estatuto da entidade”.

Diz o ofício, frisando que a Assembleia Geral para aprovação de contas tem caráter ordinário e prevê a convocação dos filiados com, no mínimo, 05 dias de antecedência.


A Liga Marapaniense informa ainda, no documento, que estranha a falta de publicidade na suposta AG que aprovou as contas da entidade, e também a evidente ausência de coerência cronológica presente nos documentos acostados no Balanço 2020, sendo que mesmo afirmando que as contas foram aprovadas de forma unânime na AG do dia 03 de abril, “após análise de auditores independentes”, a data do balanço é de 25 de abril, ou seja, 22 dias depois da aprovação, ficando evidente que na data da suposta Assembleia, os auditores, por ´´obvio, sequer haviam se manifestado sobre os documentos contábeis da Federação".


No ofício, a Liga solicita a cópia do edital de convocação da Assembleia, publicada em jornal de grande circulação, a comprovação da convocação, via mensagem eletrônica, da Liga Marapaniense de Futebol, cópia da lista de presença na AG, contendo os nomes dos filiados e de seus representantes. A bem da verdade, a insatisfação da Liga Marapaniense não é uníssona. Várias Ligas de futebol, da capital e do interior, estão insatisfeitas com as manobras perpetradas dentro da Federação Paraense para manter o mesmo grupo a frente da entidade.


A exemplo da Liga Marapaniense, outros clubes já ensaiam cobrar, na justiça, transparência da diretoria e divulgação dos números da “caixa preta” da FPF. Antes dominadas pela Federação, as Ligas Esportivas ganharam independência ao longo dos anos e agora não aceitam mais a prática do chamado “voto de cabresto” dentro da entidade. Aguardemos os próximos capítulos !!

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