• O Antagônico

A Federação Paraense de Futebol. O Agravo. A Juíza e a Suspensão da Eleição



Por essa a classe esportiva paraense não esperava: Na calada da noite de ontem, por volta de 23 horas, a juíza plantonista do TJE do Pará, Eva do Amaral Coelho, atendendo a pedido da Liga Atlética de Castanhal, suspendeu a realização das eleições da Federação Paraense de Futebol, que deveriam ocorrer nesta terça-feira, 28. No Agravo de Instrumento, a Liga de Castanhal se insurgiu contra decisão proferida pelo juízo plantonista de 1º Grau que, nos autos do processo n°. 0877476-55.2021.8.14.0301, deixou de apreciar tutela provisória requerida pela entidade agravante na ação anulatória aforada contra a FPF e remeteu os autos ao Juiz Natural.


Em suas razões, o agravante requereu a reforma da decisão proferida pelo juízo basicamente por dois argumentos: um porque o juiz singular teria se omitido ao deixar de apreciar pedido de tutela provisória consistente na suspensão da eleição realizada pela Federação Paraense de Futebol, a duas porque o fundamento utilizado para deixar de decidir e remeter os autos ao juiz natural estaria baseado em premissa equivocada, uma vez que inexistente hipótese de conexão ou continência com ação antecedente a justificar a citada remessa.


A Liga argumentou que o atual presidente da FPF e, também, candidato à reeleição, Adélcio Magalhães Torres, além de ter convocado as eleições, ato este que deveria ser realizado por comissão eleitoral previamente constituída, publicou o edital de convocação para a eleição no dia 13/12/2021, apenas uma única vez e, logo em seguida, no mesmo dia, por volta das 13h01min, inscreveu a sua chapa, utilizando-se de informações privilegiadas para tentar ludibriar os candidatos concorrentes, violando o princípio da isonomia.


A Liga também sustentou que foram inseridas no edital de convocação para a eleição a Liga Esportiva Viseuense- LEVE e a Liga Esportiva Municipal de São Domingos do Araguaia - LEMUSDA, entidades estas que não estariam aptas a votar no pleito eleitoral em comento, já que não cumpririam com o prazo de carência de ao menos 1 (um) ano de filiação e de realização de campeonatos no ano da eleição.


Acrescentou, ainda, que a hipótese de prevenção apontada pelo Juízo plantonista para justificar a remessa dos autos ao Juízo natural da causa não procede, afinal, o pedido formulado na ação originária difere do pleito formulado em ação capitaneada pelo Ministério Público, já que se trataria de atos administrativos distintos emitidos pela entidade agravada.


A decisão da magistrada pegou muita gente de surpresa. Isso porque o que se comenta no meio esportivo é que a atual diretoria já estaria ciente da derrota e estaria fazendo uma “jogada ensaiada” para se manter mais tempo no poder e tentar reverter o placar do jogo.


E tem mais: o nacional Patrick Castelo Branco, que está fazendo as vezes de articulador da chapa de Adelcio Torres, candidato a reeleição como presidente da Federação Paraense de Futebol, é amicíssimo, tipo “unha e carne”, da primeira dama do Pará, Daniela Barbalho. Talvez seja por isso que Patrick alardeia, aos quatro ventos, que Helder apoia a chapa de Adelcio.


Na semana passada O Antagônico publicou que Patrick, que é filho de uma juíza do Pará, responde a vários processos por estelionato e que já foi preso por aplicar golpes na praça contra mulheres incautas. Pois bem !! Depois da publicação nosso site recebeu inúmeras denúncias contra Patrick. Um dos leitores lembrou que uma das vítimas de Patrick foi o cronista esportivo Giussepp Tomazzo, da RBA.


À época dos fatos, Tomazzo publicou vários vídeos nas redes sociais apontando os golpes praticados por Patrick Castelo Branco. Mesmo assim, na campanha de 2018, Patrick surgiu como articulador político de Helder Barbalho em alguns bairros de Belém, entre eles Jurunas, Condor e Cidade Velha. É o tal negócio: Me dizes com quem andas .....

434 visualizações0 comentário