• O Antagônico

A Guantânamo de Parauapebas. O Diretor. As Torturas. A Agente Silva. Os Estupros e a Barbárie



Uma policial penal acusada de estuprar presos em Parauapebas com cabo de vassoura e cassetete !! É isso mesmo, caros leitores !! Famílias de detentos enviaram a O Antagônico gravíssimas acusações apontando para a prática de tortura, privação de sono e alimentação, maus tratos e estupros de presos dentro da cadeia pública de Parauapebas. As denúncias, que envolvem o diretor do presídio, Renan Favacho, policiais e agentes prisionais, já são do conhecimento do Ministério Público, OAB e do juiz da comarca. Porém, até o presente momento, nenhuma providência foi tomada.


Um dos detentos narra que teve a costela fraturada depois de ser agredido, com chutes e pontapés, pelo diretor Renan Favacho. De acordo com as denúncias, na cadeia impera a lei do silêncio, sendo que os servidores ameaçam constantemente os presos e seus familiares para que não relatem as atrocidades ao MP ou à Justiça. Em um dos áudios, uma parente de preso conta que os detentos são retirados da cela na madrugada e são violentamente espancados.

“Eles se defecam e se urinam de tanto apanhar”.

Os relatos revelam grave violação aos direitos humanos. Em um dos depoimentos mais chocantes, um ex-interno conta que uma policia penal identificada como Silva, amiga intima do diretor da cadeia, teria inserido um cabo de vassoura no ânus de um interno. A testemunha ocular, que não se identifica por temer represálias, ficou preso por 10 meses na cadeia de Parauapebas.

“A gente apanhava todo dia. Jogavam spray de pimenta nas nossas partes, tomavam nossa alimentação e ofendiam nossos familiares”.

Diz o ex-detento alegando que os agentes entravam nas celas só para espancar os presos.



“Essa policial (Silva), chegou a estuprar um interno com um cassetete por diversas vezes”.

Contou.


E as denúncias não param por ai. Um servidor conta que alguns presos, cujos parentes estariam fazendo delações, foram transferidos do presídio sem autorização judicial.

“São muitas aberrações. As punições são coletivas. Por um paga todos". diz.

Os denunciantes afirmam que são constantemente ameaçados pelos policiais penais.

“Eles dizem que se a gente abrir a boca nossos parentes presos irão sofrer as consequências. Ele também ameaçam localizar nossos endereços e nos matar”.

Diz uma parente de preso.


Procurado pela reportagem de O Antagônico, o Conselho da Comunidade de Parauapebas afirmou, em nota, que faz visitas semanais ao presídio e que não tomaram conhecimento de denúncias tão graves. O Conselho afirma que no ano passado apresentou um relatório ao Ministério Público com denúncias de presos apontando Renan Favacho e a Agente Silva como os comandantes do “terror” na cadeia pública de Parauapebas.


Ouça os áudios abaixo. As vozes foram alteradas para dificultar a identificação:


https://drive.google.com/file/d/1pX_mpdjcj2GIy1khFU6-iruEbd0k2b2K/view?usp=sharing


https://drive.google.com/file/d/1oc1tsxD0BppNc5XKzwsIUEPQKe9xhkCE/view?usp=sharing


https://drive.google.com/file/d/1fg_3iLF9ROGq6Dd1Hyo0kEHxPWhcNNtn/view?usp=sharing


https://drive.google.com/file/d/1J0Co4VS4BxgF1mYFVswPyIB3K9PiZ6VP/view?usp=sharing


https://drive.google.com/file/d/1tb9Gfxj7T26ucdjTF9h5I1UAVxjH6xLP/view?usp=sharing


https://drive.google.com/file/d/1MC_-rEG6K2YJ5Sq9N1JWc3uW1XUQsGSu/view?usp=sharing





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