• O Antagônico

A Jucepa. A Cilene Sabino. Os Intérpretes. As Associações e a Representação



A presidente da Junta Comercial do Estado do Pará, Cilene Sabino, está em uma saia justíssima. Explica-se: é que a Associação dos Tradutores e Intérpretes Públicos do Estado do Pará, em conjunto com outras associações do Brasil, ingressaram com uma representação no Ministério Público do Pará pedindo a instauração de inquérito civil para apuração de irregularidades ocorridas na Jucepa.


Isso porque chegou a conhecimento das associações que, em data recente, passou a constar no cadastro dos tradutores de língua inglesa o nome do senhor Antônio Batista de Oliveira Campos, matrícula — 20225279452, sem qualquer justificativa plausível para tanto, haja vista que tal profissional não consta no Cadastro Nacional de Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais — CNTPICZ, elaborado pelo Ministério da Economia a partir das informações prestadas por todas as Juntas Comerciais, o que indica que não foi transferido de nenhuma outra Junta Comercial; não foi realizado qualquer concurso recente em que pudesse ter sido aprovado.


“A oferta do registro a pessoas que não preencham os requisitos legais coloca em risco não apenas os interesses dos tradutores públicos, mas de toda a sociedade, justificando a intervenção do Ministério Público.”

Diz a representação frisando que tal conduta acaba por outorgar a pessoas sem a mínima qualificação técnica o poder de conferir presunção de exatidão, em caráter oficial, a textos que serão utilizados para a prática de atos de alta relevância, tais como processos judiciais, procedimentos administrativos e relações comerciais.


O curioso dessa história é que quatro dias depois da denúncia aportar no MP, a Jucepa, publicou em seu site, no dia 30 de maio, matéria anunciando que o Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei), do Ministério da Economia, e a própria Jucepa abriram consulta pública para a elaboração do 1° Concurso Nacional para Tradutor e Intérprete Público. Trocando em miúdos, a emenda saiu pior do que o soneto !!

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