• O Antagônico

A Máfia das OSs. O Macedo. O Delegado. O “Fuxico Processual”. As Manobras e a Filigranas Jurídicas

Atualizado: há 5 dias



Depois da manobra orquestrada pelo senador Jader Barbalho, levando o STF, via ministro Dias Toffoli, a suspender as operações da Polícia Federal com relação a chamada “Máfia das OSs”, os advogados dos acusados querem agora, barrar outro inquérito aberto pela PF. Vejam só !!


Ontem, a defesa do investigado Raimundo Teixeira de Macedo, proprietário da empresa Pará Comércio de Equipamento Ltda, que chegou a ser preso pela PF e teve muitos documentos apreendidos em sua residência, ingressou na justiça federal, junto ao juiz Antônio Carlos Campello, requerendo a suspensão do novo inquérito aberto pelo delegado da PF José Eloisio dos Santos Neto.


Narra Roberto Lauria, advogado de Macedo, que foi intimado, na data de ontem, através de aplicativo WhatsApp, para fornecer, no prazo de 10 dias, cópia integral e digitalizada de toda documentação comprobatória da prestação de serviço ou venda de produtos para a Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu capaz de justificar a referida transferência de valores.


Para Lauria, os documentos solicitados pelo delegado estão intimamente vinculados à Operação SOS, que, assim como todas as medidas incidentais associadas estão suspensas por tempo indeterminado, por decisão do Ministro Dias Toffolil.

“Tendo em vista a flagrante semelhança entre os documentos solicitados é que postulamos a V. Exa. pela extensão da decisão proferida pelo Exmo. Sr. Ministro Dias Toffolil ao presente feito, suspendendo o Inquérito Policial em destaque (IPL de nº 2021.0006444 SR/PF/PA), na medida em que o mesmo versar sobre fatos diretamente relacionados as Operações SOS e Réditus.”

Pontua o requerimento da defesa frisando que o próprio Campelo, em recente decisão, acolheu pedido semelhante suspendendo o andamento de qualquer investigação com provas obtidas na Operação S.O.S. ou quaisquer outras cautelares derivadas.


Em outro giro, como se fosse combinado, a advogada Vanessa Tores Guedes, que assiste Gilberto Torres Alves Júnior, um dos principais envolvidos no esquema das OSs, usou uma cópia do pedido de Lauria protocolado junto ao juiz Campelo, para atravessar, nos autos da Reclamação no STF, endereçada a Dias Tofolli, queixando-se de que o delegado da Polícia Federal, José Neto, não estaria cumprindo a determinação do ministro. Na prática, uma espécie de “fuxico processual”.


Pelo visto, a despeito do MPF e da Polícia Federal, que carregam um piano para dar andamento às investigações, os advogados dos investigados estão trabalhando, unha e carne, afinadíssimos, como se fossem do mesmo escritório. Coisas do direito !!

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