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A Médica Cubana do Acará. A 2 Infecção. As Duas Doses da Vacina e a Morte na Madrugada


A médica cubana Isabel Duran, que faleceu no início da madrugada de segunda-feira, 08, no município de Acará, possivelmente vítima da Covid 19, já havia contraído a doença em abril do ano passado, quando teve apenas sintomas leves da doença. Isabel era cubana, porém não fazia parte do programa Mais Médicos e residia há 15 anos no Brasil. Ela não tinha parentes no Acará e tinha apenas duas irmãs, uma morando em Belém e outra nos Estados Unidos. A médica, que era da comissão de frente no combate a pandemia no Acará, tomou as duas doses da vacina, sendo a última no dia 19 de fevereiro, vindo a óbito 16 dias depois. O corpo de Isabel foi cremado na manhã desta quinta-feira,11.


Ontem, O Antagônico conversou com Carmem Duran, irmã da médica, que reside em Belém. Ela relatou que a irmão não lhe contou que havia contraído a doença no ano passado. “ É possível que ela não tenha revelado para não me preocupar”. Disse Carmem, ressaltando que a irmã amava a profissão e trabalhava muito para salvar vidas. “Na sexta-feira ela me disse que estava com febre e sentindo muitas dores no corpo. No sábado, ela me disse que já estava recolhida em casa e sentindo falta de ar. Foi tudo muito rápido. Ela faleceu as 00:15 minutos de segunda-feira. Foi um choque. Nossa família está desolada”. Disse Carmem.


Segundo o que apurou O Antagônico, Isabel teria comentado que alguém tossiu perto dela, atingindo os olhos da médica. “Ela comentou que achava que tinha pego nesse momento”. Disse um morador do Acará, ressaltando a médica se recusou a ir para Belém, onde já havia um leito disponível. “Ela não quis ocupar a vaga de um paciente”. Disse a irmã, que aguarda o laudo médico sobre a causa morte de Isabel.


No tocante ao fato da médica ter tomado as duas vacinas, O Antagônico conversou com um experiente médico, na tarde de ontem. Ele relatou que, se confirmando a causa da morte por Covid 19, é possível que a médica, que trabalha em constante contato com infectados, tivesse contraído a doença, entre a primeira e a segunda dose, ou até mesmo depois. “É importante frisar que a vacina só garante a imunidade após um prazo mínimo de 60 dias após a segunda dose”. Explicou o médico.

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