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A Médica, O Juiz e a briga no Hospital. Parauapebas, A Corregedoria e a Sindicância


Uma discussão entre um juiz e uma médica dentro de um hospital de Parauapebas ainda está rendendo. A Corregedora das Comarcas do Interior, Desembargadora Diracy Nunes Alves, determinou a instauração de sindicância visando apurar as supostas irregularidades praticadas pelo Juiz de Direito Daniel Gomes Coelho. Quem vai presidir a batata quente é a juíza auxiliar da Corregedoria Patrícia de Oliveira Sá Moreira.

O pedido de providências contra o juiz foi encaminhado ao TJ pelo Delegado de Polícia Civil da 20ª Seccional Urbana de Parauapebas. A médica Annatusk Burato Eloi registrou BO na delegacia, relatando que foi agredida verbalmente pelo Juiz enquanto realizava suas atividades profissionais como médica pediatra no Hospital Yutaka Takeda. A contenda se deu no dia 22 de fevereiro do ano passado.


Conforme registrado na ocorrência o juiz, enquanto usuário do serviço hospitalar, questionava o fato da relatora estar fora da área de atendimento ao público do hospital por estar atendendo paciente em trabalho de parto envolvendo nascituro prematuro. A médica também diz que o juiz quebrou a porta de acesso aos consultórios, salas de observação e pronto socorro, gritando no corredor para saber o nome da referida médica, pois, ingressaria com processo contra a mesma.


A Versão do juiz


Na manifestação apresentada pelo magistrado, ele relata que chegou ao Hospital Yutaka Takeda - único com urgência e emergência pediátrica da região - com seus filhos doentes e carecendo de atendimento médico pediátrico. Frente à espera de aproximadamente 03 (três) horas e 30 (trinta), o magistrado afirma que só levantou o tom de voz com a médica após alteração daquela profissional de saúde em seu tom de fala com o magistrado, momento este em que ele teria pedido respeito e afirmado que não aceitava piadas ou ironias.


Diante do clima de desgaste em razão da espera e do quadro clínico dos filhos do requerido, aliado à exaltação da médica, ele afirma que se recusava a aceitar atendimento por parte da mesma e exigia falar com o Diretor ou algum responsável do hospital.


O magistrado disse ainda que após a discussão entre ele e a médica requerente, chegaram seguranças e um deles com grande tubo de spray de pimenta, momento este em que ele se identificou como Juiz de Direito e disse ao segurança que, se usasse o spray de pimenta, ele sairia dali preso.

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