• O Antagônico

A OAB e a Agressão aos Advogados. Óbidos, Ulianópolis e a Nota de Repúdio


As últimas semana não foram nada boa para dois advogados paraenses. Em Óbidos, no último dia 20, a advogada Lia Fernanda Guimarães Farias, secretária-geral adjunta da subseção da em Óbidos foi agredida dentro da delegacia da cidade. Em Ulianópolis, na última sexta-feira, 26, outra agressão, desta vez vitimada pelo advogado Walter Almeida, um dos diretores da Subsecção de Paragominas, este último de natureza mais grave porque o agressor era, nada mais nada menos, que o segurança pessoal da prefeita Kelly Cristina Destro. O caso já foi levado ao conhecimento de várias autoridades do Estado. Se a moda pega é bom promotores e juízes colocarem as barbas de molho.


No último dia 20 de março, a profissional esteve na delegacia de Polícia Civil do município de Oriximiná, região oeste do estado. Na unidade policial, a advogada obidense, que exerce a advocacia há mais de vinte anos, recebeu ameaças da parte contrária ao seu cliente, bem como ofensas, materializadas principalmente pela seguinte frase: “Hoje, ela apanha". As agressões físicas foram registradas por vídeo. Por meio das redes sociais e aplicativos de mensagem, a gravação repercutiu por toda a região.


O episódio ficou marcado ainda pela conduta da autoridade policial, que recusou-se a efetuar o procedimento contra as agressoras. Somente após tomar conhecimento que a advogada acionou a Corregedoria da Polícia Civil do Pará – 12 horas após o fato, o delegado registrou a ocorrência. “Vale ressaltar que a advogada estava no exercício da profissão, acompanhando seu cliente, um direito que é assegurado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Advocacia. É bom enfatizar ainda que a advocacia é indispensável à administração da Justiça. Em razão disso, a Ordem no Pará manifesta total apoio à advogada e reafirma que não medirá esforços para assegurar que todas as prerrogativas profissionais de advogadas e advogados paraenses sejam devidamente observadas e respeitadas por qualquer autoridade pública”. Encerra a nota.

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