• O Antagônico

A OS Pacaembu, O Gaeco de SP, Belém e Marabá, As Conversas Interceptadas e a Quadrilha no Pará



O Antagônico inicia, a partir de hoje, a divulgação, com exclusividade, das interceptações de conversas dos membros da chamada “Quadrilha das OSs”, que agia em vários municípios de São Paulo, principalmente na cidade de Birigui, e passou a atuar no Pará a partir da Pandemia.


No primeiro diálogo, Fernando Rodrigues Carvalho, um dos diretores da OS Pacaembu, que está preso em São Paulo, comenta com Valdir Donizete Segato sobre uma viagem a Belém e a Marabá. Fernando trabalhou como gerente do Hospital Geral de Carapicuíba (SP), contratado pela OS Associação Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu.


Segundo uma denúncia do Ministério Público de São Paulo, ele é acusado de emitir notas fiscais frias para desviar o dinheiro que o hospital recebia do governo estadual. Já Valdir Segato, segundo investigações e interceptações telefônicas do GAECO em São Paulo, é o homem que corrige contabilmente qualquer rastro deixado pela associação criminosa junto aos órgãos de fiscalização.


Na conversa, os dois dizem que não podem vincular o nome de Cleudson e nem a OS Pacaembu ao expediente da promotora de Marabá. O diálogo ocorreu no dia 24 de maio do ano passado, ás 16:24. As conversas começaram quando estouraram as primeiras denúncias sobre desvio de milhões que deveriam ser empregados no combate a Covid 19.


Eis o diálogo :

Fernando Carvalho – Já falei com o Régis e com o Cleudson.
Valdir – Tá.
Fernando – É assim. Querem que a gente vá pra lá, pra ver como nós vamos fazer as coisas lá, tal, porque, é assim, não pode aparecer, não pode aparecer.
Valdir – Pacaembu.
Fernando – Não pode aparecer Pacaembu, não pode aparecer o Cleudson. Então nós tamo indo pra lá pra fazer um trabalho pela Segato,?
Valdir – Independente.
Fernando – Isso.
Valdir – Eu e você com a Segato.
Fernando – anh?
Valdir – Eu e você com a segato.
Fernando – Sim,sim,sim, com a Segato. Vai ter que fazer toda a página de implantação lá. Já falei com o Alna. A gente vê com ele como vai ter que fazer. A Kelly tem que ir. O Cleudson falou que tudo bem. Vai fazer uma reunião com o pessoal do governo lá, pra gente tentar mexer.
Valdir – Alinha com eles.
Fernando – Você vai como pra lá ?
Valdir – Cara. Ele comprou a passagem pra ir junto com você.
Fernando – É. Vamos no mesmo vôo.
Valdir – Cê vai vir de Itu ? Como cê vai pra lá ?
Fernando – Se for o caso eu ia com você. E a Valéria me levava em Judiaí.
Valdir – Tá. Vamos com um carro só. Lá no Pará, nós vamos depois, num fretado, lá pra Marabá. É isso ?
Fernando – É isso mesmo. Eles vão providenciar avião. Nem mexi nisso. Nem avião, nem hotel. Eles vão se virar lá.
Valdir – Espero que se virem. Eu tô largando dois trabalhos que eu tenho aqui. Eu falei de 25 paus pra esse trabalho. Achei até que é pouco, mas tudo bem.
Fernando – Não. Vamo conversar. Vamo ver o tamanho do rombo lá pra gente ter uma idéia.
Valdir – Tá. Mais ai, a sua parte a gente soma na Segato, depois me paga. Eu te reembolso.
Fernando – Sim. Tranquilo.
Valdir – Quanto nós vamos ficar  ( em Marabá) ?
Fernando – Cara. Eu não marquei passagem de volta. Mas eu tô achando, Valdir, que é uma semana.
Valdir – Também acho.



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