• O Antagônico

A Pró – Saúde, a exploração e o Metropolitano. O arcebispo e a denúncia



Uma denúncia gravíssima envolvendo a Organização Social Pró-Saúde, tendo como vítimas servidores do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência : Para realizar os procedimentos de desinfecção dos instrumentais cirúrgicos, a Pró - saúde criou o Centro de Material Esterilizado – CME, que conta com 24 profissionais, sendo 21 técnicos de enfermagem e 03 enfermeiros, que cumprem uma jornada de 6 horas por dia, em 3 turnos, sendo o primeiro de 08 as 14hs, o segundo de 14 às 20hs e o terceiro de 20 às 08hs. Ocorre que, além de toda a demanda proveniente do próprio Hospital Metropolitano, os profissionais também são obrigados a dar conta da desinfecção dos demais hospitais administrados pela Pró-Saúde, isso sem nenhum acréscimo em seus rendimentos mensais e, também, sem o recebimento de adicionais de periculosidade. E bota periculosidade nisso. Na prática, o Metropolitano virou uma central de Desinfecção e, ao mesmo tempo, um foco de infecção. Vários profissionais já foram contaminados em decorrência da manipulação dos instrumentais. A denúncia é do conhecimento do Sindicatos dos Técnicos de Enfermagem do Pará. Porém, o resultado concreto foi a demissão sumária dos denunciantes.

A Pró-Saúde é presidida por Dom João Bosco Oliver de Faria, arcebispo emérito de Diamantina-MG, Além do Metropolitano, ela administra, há 8 anos, o Hospital Materno-Infantil de Barcarena (PA), Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, Hospital Público Estadual Galileu, Hospital Regional do Baixo Amazonas, Hospital Regional do Sudeste do Pará e Hospital Regional Público da Transamazônica. É muito material para desinfectar, ou seja, é muito socó pra um só socó coçar. Com a Pandemia do Covid-19 a situação ficou bem mais grave, pois, além do aumento da demanda, vários profissionais foram contaminados no procedimento de recebimento, lavagem, manipulação e desinfecção dos instrumentais utilizados em cirurgias pelas Unidades de Saúde administradas pela Pró-Saúde. Com a palavra o Ministério Público do Trabalho e a Igreja Católica.

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