• O Antagônico

A Sefa. Charles Alcântara. Iranete Sytaack. O “Sombra” e o Trio Parada Dura



Uma fogueira de vaidades, com labaredas altíssimas, está queimando a todo vapor dentro da Secretaria da Fazenda do Pará. Dito isto, não é recomendável convidar para dividir um café com pupunha Charles Alcântara e a senhora Iranete Gadelha Sytaack, datilografa do grupo de apoio fazendário. Explica-se: Iranete, que já ocupou vários cargos na Sefa, dentre as quais chefia das gerências de administração de várias unidades da Secretaria no Estado, diretora geral de administração e ouvidora fazendária, ingressou na justiça com uma queixa-crime contra Alcântara.


Pouco se fala sobre o imbróglio, porém a pendenga, de acordo com o que se comenta nos bastidores, remete a duas situações: o escandaloso caso de intervenção das ações de fiscalização de auditores e fiscais no posto fiscal do Itinga, na divisa do Pará com o Maranhão, durante a apreensão de produtos chineses e a aprovação do PCCR da Sefa, que deu segurança jurídica aos servidores técnicos, administrativos e operacionais do grupo de apoio fazendário.


Não por acaso, até o ano passado, Antônia Iranete Staack, que também é bacharel em direito, estava à frente da ouvidoria fazendária da Sefa. O que se diz é que Staack foi usada pela tribo que controla o submundo das fronteiras do Estado para pressionar o coordenador fazendário do posto do Itinga a época, Virgílio Gomes, que atualmente trabalho no Posto Fiscal do aeroporto de Belém. Mas, porém, contudo, até as pedras sabem que a manipulação de Iranete é resultante de fogo amigo, o chamado trio parada dura da gestão Helder Barbalho. Estamos falando de Paulo Sérgio Gomes, marido da secretária de educação Elieth Braga, Paulo Rodrigues Verás, diretor de fiscalização e Amadeu Fadul, auditor fiscal.


Foi então que deu-se início o quiprocó, com a iniciativa de Charles Alcantara e do Sindifisco, em “tomar as dores” da equipe de auditores e fiscais do Itinga, peitando a intromissão indevida da administração superior da Sefa. A peleja, que faria corar o cangaceiro Virgulino Ferreira, o “Lampião”, obrigou o titular da pasta da Sefa, Renê Sousa, a exonerar Iranete Sytaack da Ouvidoria da secretaria fazendária.


Agora, embalada pela aprovação na Alepa e pela sanção de Helder Barbalho da Lei do PCCR dos servidores de apoio técnico, administrativo e operacional da Sefa, Iranete, a bola da vez, volta ao posto de marionete de plantão para cutucar e fustigar Charles Alcântara e o Sindicato da categoria. Até a aprovação desta Lei, esses servidores tinham vínculo com a Seplad (antiga Sead), e corriam risco de serem devolvidos da Sefa para a Sead, por pura e clara retaliação as suas convicções e “insubordinações”.


Agora a história mudou. Vale lembrar que a turma da Sefa está umbilicalmente ligada ao MDB, partido que domina a secretaria fazendária, com as bençãos e o beneplácito de Helder Barbalho. O que se percebe, cristalinamente, no caso dos últimos embates, é que estão tentando minar, a qualquer custo, a candidatura a deputado estadual de Charles Alcântara. Trata-se de um grupo que age mais por conta de “ego ferido” do que por questões políticas. A grande verdade é que a turma do MDB que atua na Sefa, não tem e está longe de ter liderança representativa.


Em outra ponta, no tocante aos servidores técnicos, administrativos e operacionais da secretaria, é inquestionável a liderança de Mallu Galúcio, Atual presidente do sindicato dessa nova carreira de servidores estaduais. Ela conta com total apoio do atual secretário da fazenda, Renê Sousa. Isso é pouco mais de nada porquê, na Sefa de hoje, Renê é apenas um fantoche que tem fidelidade canina a Paulo Sérgio Gomes, o “Sombra”.


E é este cenário que favorece Alcântara, que, apesar dos pesares, guardadas as opiniões em contrário, é a maior liderança política e sindical dos quadros dos auditores fiscais e fiscais de receitas.

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