• O Antagônico

A Sefa. O Iran. A Elieth. A Hanna. O Lourival Barbalho e os Mega Salários



Quando a gente pensa que já viu de tudo na gestão Helder Barbalho, os números dizem o contrário. A Secretaria Estadual da Fazenda, SEFA, abriga a fina nata de marajás do funcionalismo público, a maioria recebendo super salários, sendo que a base de vencimentos da turma deixa muitas autoridades no chinelo, entre juízes, desembargadores, procuradores e até mesmo o próprio governador Helder Barbalho, cujo salário, na folha, é de R$ 30 mil reais.


Proporcionalmente, a folha salarial da SEFA é pequena, não chegando a 2 mil funcionários. Porém, os 320 auditores, com base salarial entre R$ 60 e R$ 70 mil, e os 350 Fiscais, com vencimentos entre R$ 30 a R$ 40 mil, elevam a folha mensal a surreais valores que ultrapassam a cifra de 30 milhões de reais. Isso significa dizer que o tesouro estadual torra anualmente 360 milhões (valores aproximados) do contribuinte para pagar mega salários de servidores que levam uma vida nababesca, com ostentação gritante e altíssimo padrão de vida. Os condomínios de luxo de Belém que o digam.


Como se por si só essas aberrações não fossem suficientes, são da SEFA três secretários da gestão Helder: Elieth Braga, secretária de educação, Iran Ataide Lima, chefe da casa civil e Hanna Sampaio, secretária de planejamento. Diferente dos demais mortais, Iran Elieth e Hanna aparecem em duas folhas salarias: além da secretaria onde são titulares, os três recebem contracheque da SEFA, com salários invejáveis.


Iran lima aparece como auditor fiscal de receitas na folha da Secretaria da Fazenda com salário base de R$ R$ 61. 418,90 (sessenta e um mil, quatrocentos e dezoito reais e noventa centavos). Já como chefe da casa civil, Iran recebe R$ 17.219,13 (dezessete mil, duzentos e dezenove reais e treze centavos). Elieth Braga, também no cargo de auditora, recebe da SEFA inacreditáveis R$ 66.367,91 (sessenta e seis mil, trezentos e sessenta e sete reais e noventa e um centavos). A mesma Elieth consta também na folha de pagamento da SEDUC, com salário de R$ 17.219,13 (dezessete mil, duzentos e dezenove reais e treze centavos).


Mas a grande recordista do governo Helder é a secretaria estadual de planejamento Hanna Sampaio Ghassan. Como titular da SEPLAD ela recebe todos os meses R$ 27.119,30. (vinte e sete mil, cento e dezenove reais e trinta centavos). Mais gordo mesmo é o contracheque de Hanna como auditora da SEFA: R$ 66.307,91 (sessenta e seis mil, trezentos e sete reais e noventa e um centavos). Perguntar não ofende: além dos valores altos a título de remuneração, (se não é ilegal é imoral), porque os três secretários aparecem em duas folhas de pagamento do Estado ?


Existem muito mais mistérios envolvendo o governo do Pará e a Sefa do que supõe a nossa vã filosofia. Ao que tudo indica a pasta fazendária é uma espécie de "Escolinha dos Barbalhos". Explica-se: Além do trio de auditores hoje lotados no governo, também são auditores da SEFA, Lourival Barbalho, secretário adjunto e que abocanha mensalmente R$ 80 mil reais e Simone Morgado, ex-madrasta do governador, que recebe R$ 65 mil reais mensais.


E tem mais. A ex – amada de Jader Barbalho tem um irmão auditor, Hilário Augusto Ferreira Neto, recebendo mensalmente da SEFA mais de R$ 70 mil reais. Outro peixe graúdo que também está lotado na SEFA, com um polpudo salário de R$ 66 mil reais é Paulo Sergio de Melo Gomes, marido da secretária de Educação, Elieth Braga. Para quem não lembra, Paulo foi chefe de gabinete do então prefeito de Ananindeua e hoje governador Helder Barbalho. A esposa dele, Elieth, atual titular da Seduc, também foi secretária de educação na gestão de Helder na prefeitura de Ananindeua.


Nos bastidores do governo, até as pedras sabem que é Paulo quem dá as cartas na Seduc e também na Seplad, tendo forte influência sobre a secretária Hanna Sampaio. Diga-se de passagem que a família de Elieth Braga é da cozinha dos Barbalhos. Paulo Sérgio, que recebe como Fiscal de Receitas da Sefa, também é coordenador fazendário do IPVA e ITCD do Pará. É ele o manda chuva que casa e batiza e determina as indicações nas chefias dos postos fiscais e fronteiras do Estado, incluindo portos e aeroportos.


Os laços fortes e inquebrantáveis dos Barbalhos com a árvore genealógica de Elieth Braga, são antigos. O pai dela, Amadeu Braga, ex-prefeito de Mocajuba, é Mdbista da velha guarda e muito ligado a Jader. Ah !! já íamos esquecendo. Outro figurão, Adler Silveira, não por acaso secretário de transportes do estado, é filho primogênito de Paulo Sérgio de Melo Gomes. Tudo em casa. Por todo o conjunto da obra, não é exagero afirmar que os Barbalhos transformaram a coisa pública em negócios de família, ou seja, uma extensão do quintal do clã.


No tocante o longevo caso de amor dos Barbalhos com a SEFA, um fato interessante merece ser lembrado !! Quando foi governador do Pará, Jader Barbalho, na malandragem, colocou o seu irmão, Lionel Barbalho, na folha de pagamento da SEFA. Na época, Jader se aproveitou de uma ordem judicial que determinou a promoção de servidores com nível superior, ocupantes do extinto cargo de Agente Tributário, para beneficiar seu irmão Lionel, hoje aposentado da SEFA e que naqueles idos era odontólogo. Pela Lei à época, só podiam ocupar cargos de auditor bacharéis em direito, economistas, contadores e administradores. A habilidade de construir pontes onde não há rio, remontando os dias de hoje, foi assimilada pelo filho Helder, cuja gestão reforça a máxima de que "se existe um jabuti em cima de uma árvore é porque alguém o colocou lá".


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