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A Sespa. Os Ostomizados. A Cobrança da Sociedade e a Compra das Bolsas

Atualizado: 2 de jan.



Depois de muita cobrança, finalmente o governo do Pará resolveu atender as necessidades e clamores dos realmente necessitados. A Sespa firmou contrato com a empresa Briute Comércio de Produtos e Equipamentos Hospitalares, no valor de R$ 3.176.793,80 (Três milhões, cento e setenta e seis mil, setecentos e noventa e três reais e oitenta centavos), para aquisição de bolsas coletoras e adjuvantes de proteção de segurança para ostomizados, para atender o serviço de atenção à pessoa com ostomia, no que tange a necessidade da URES Presidente Vargas, por um período de 12 meses. Ostomizado é a pessoa que se submeteu a cirurgia para o desvio do trânsito intestinal ou urinário, e que precisa fazer uso de bolsa coletora para sua eliminação.


Em outubro deste ano, O Antagônico publicou matéria relatando que a Associação de Ostomizados do Estado do Pará, AOPA, com mais de 30 anos de existência, está lutando há meses para que o governo do Pará repasse bolsas de ostomia para mais de dois mil pacientes atendidos pela instituição.

“Nossa associação atende deficientes em todo o estado do Pará. Nossa situação é muito difícil. Estou falando de pessoas que usam bolsa no abdômen pra fazer suas necessidades fisiológicas. Pessoas que vazam 24 horas por dia”.

Denunciava uma das associadas que preferiu não se identificar, temendo represálias. Sem o equipamento, os pacientes, que precisam da bolsa no cotidiano, estão passando por situação desumana, usando sacos plásticos e até mesmo pano amarrado na cintura. Segundo uma das denunciantes, o último empenho para compra de bolsas, por parte da Sespa, tinha ocorrido em julho deste ano.

"É um desrespeito muito grande com mais de 2 mil ostomizados cadastrados no SUS. É um direito que está sendo negado pelo Estado”.

Relatava uma das pacientes.

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