• O Antagônico

A Veja. A CPI. O Barbalho. O Empresário Preso. A Troca de Mensagens e o Vice do Democratas



A revista Veja publicou neste sábado, 01, que senadores governistas estão mirando o governador do Pará, Helder Barbalho, como forma de enfraquecer os adversários do presidente Jair Bolsonaro. A revista informa que trocas de mensagens em poder do Ministério Público entre Barbalho e o empresário André Felipe Oliveira, preso no ano passado em uma operação que apurava um contrato de mais de 25 milhões de reais para a compra de 400 respiradores, são parte do acervo a que senadores governistas querem ter acesso. No entanto, o que a Veja não informou é que André Felipe, segundo suplente do senador Izalci Lucas (PSDB), é atual vice-presidente do Democratas no Distrito Federal e foi secretário de Esporte local em 2007, ainda na gestão de José Roberto Arruda (PL). André Felipe Oliveira da Silva, de 52 anos, foi alvo de mandado de busca e apreensão acusado de envolvimento em fraude na aquisição de respiradores para pacientes com Covid-19 pelo Governo do Pará. Ele já havia sido preso um mês antes, na operação batizada de Profilaxia, criada para investigar desvios de recursos da pandemia no Rio de Janeiro. Leia abaixo a matéria publicada na Veja:



CPI busca em mensagens de preso pela PF arma contra Helder Barbalho

Empresário André Felipe Oliveira foi alvo de investigações sobre a compra superfaturada de respiradores para pacientes com Covid
 
Na primeira operação da PF durante a pandemia, o empresário estava em um apartamento na Asa Sul quando foi preso e levado à Superintendência Regional da Polícia Federal no DF. No imóvel, foi apreendido um disco rígido de computador.
Em busca de fragilidades de adversários do presidente Jair Bolsonaro, senadores governistas que compõem a CPI da Pandemia trabalham para ter acesso a um conjunto de mensagens que, acreditam, pode colocar em maus lençóis o governador do Pará Helder Barbalho (MDB) e, ainda que indiretamente, até o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A decisão de mirar Helder, cujo governo foi alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de desvios de recursos que deveriam ter sido destinados ao enfrentamento do vírus, leva em conta o fato de o governador ser filho do notório Jader Barbalho, integrante suplente da comissão de inquérito e parlamentar não alinhado ao Palácio do Planalto.

Trocas de mensagens em poder do Ministério Público entre Barbalho e o empresário André Felipe Oliveira, preso no ano passado em uma operação que apurava um contrato de mais de 25 milhões de reais para a compra de 400 respiradores, são parte do acervo a que senadores governistas querem ter acesso. Essas investigações foram conduzidas pela equipe da subprocuradora Lindôra Araújo, braço direito do procurador-geral Augusto Aras e próxima à família Bolsonaro. Após a descoberta das primeiras mensagens, Lindôra pediu uma nova operação de busca e apreensão para tentar colher mais informações sobre o governador. Na pandemia, o estado do Pará teve cinco batidas da PF, que diz ter mapeado fraudes na casa dos 650 milhões de reais. Segundo suplente do senador tucano Izalci Lucas (PSDB-DF), Oliveira é considerado da cozinha dos Barbalho e elo contra outro importante desafeto de Bolsonaro: o empresário é compadre do deputado Rodrigo Maia, a quem o presidente sempre atribuiu um suposto interesse em derrubá-lo do cargo. Em fevereiro, a Polícia Federal pediu o indiciamento de Helder por desvios de recursos na pandemia. O caso tramita em sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).



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