• O Antagônico

A Volkswagen. A Fazenda Cristalino. Os Trabalhadores e o Trabalho Escravo



O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou audiência administrativa com a Volkswagen na terça-feira (14) para dar continuidade à investigação sobre casos de trabalho escravo ocorridos na Fazenda Vale do Rio Cristalino (Fazenda Volkswagen), localizada no Pará, nas décadas de 70 e 80. A reunião ocorreu na sede da Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília.


Durante a reunião, o MPT expôs o histórico e as principais questões acerca do material já coletado durante os trabalhos de apuração empreendidos até o momento. Em seguida, foram solicitados novos documentos à empresa sobre fatos ocorridos em sua propriedade rural. A partir da documentação a ser apresentada, o MPT pretende aprofundar seu entendimento acerca da extensão dos danos causados e do número de trabalhadores e trabalhadoras atingidos pela conduta da empresa. Foi marcada nova audiência para o dia 29 de setembro para discutir o caso.


O caso em questão remete ao ano de 2019, quando o MPT recebeu documentação impressa relacionada a situações de submissão de trabalhadores a condições degradantes de trabalho na Fazenda Cristalino, projeto agropecuário da Volkswagen no país nas décadas de 70 e 80.


O material foi reunido pelo padre Ricardo Rezende Figueira que, à época, era coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para a região de Araguaia e Tocantins da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para apurar as denúncias, foi constituído um grupo de trabalho composto por procuradores do Trabalho, com ampla experiência no combate ao trabalho escravo contemporâneo.

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