• O Antagônico

Abaetetuba e os Vigias, As Motos Vendidas e O Jabuti da Xuxa


O STJ negou esta semana, um pedido de habeas corpus impetrado em favor de Enivaldo Pinheiro Marques, preso em janeiro deste ano, acusado de fazer parte de uma quadrilha que agia dentro do Demutran de Abaetetuba. A Corte rejeitou o pedido porque o feito não foi apreciado pelo TJE do Pará, tribunal competente para analisar o Habeas Corpus, antes de instância superior.


Enivaldo Marques foi preso na Operação Sinal Vermelho, coordenada pela Polícia Civil do Pará, que apurou que no período de 2019/2020, o agente de transito e Diretor do Demutran, Romeu Maciel Quaresma, associou-se a um bando criminoso para praticar vários atos ilícitos, dentre os quais a venda ilegal de motocicletas apreendidas pelo órgão.


Também faziam parte da quadrilha os servidores Patrícia Souza, Lourival Junior, Claudionor Baia Junior, Adair Palheta , Idomilson Mendes, Kaio Cesar Almeida, Romildo Cardoso, José Augusto lobato, Jose Fernando Bararua e ainda o ex-Diretor do Demutran local, Adrualdo José Araújo. O bando contava também com o agente de trânsito, Benedito Rodrigues Dias, vulgo “Jabuti da Xuxa”, que embora tenha sido afastado de suas funções em razão dos fatos, não teria deixado a pratica criminosa, restando comprovado a sua participação nos ilícitos penais.

Na história escabrosa, um detalhe chama a atenção: grande parte dos membros da quadrilha eram, nada mais nada menos, que vigias do Demutran, ou seja, era, literalmente a raposa, tomando conta do galinheiro.


Apurou-se ainda, que as motocicletas apreendidas eram vendidas para os nacionais Fabricio e Cearazinho, proprietários da Loja Ceara Veículos, Luan Silva Melo, proprietário de oficina de motos Oficina do Luan; a nacional conhecida como Dida, José Maria Silva da Cruz, motorista do CPC Renato chaves, o nacional conhecido como "Arrupiado", proprietário de ferro velho; Júlio Furtado dos Reis Neto, proprietário de uma lava jato e Jhonathan Vilhena da Silva, filho do pirarara.

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