• O Antagônico

As Contas do Ex-prefeito e O TCM. A Assessora e o Marido Advogado. O Conchavo e a Imoralidade



Corre a boca pequena, nos quatro cantos de Paragominas, que as contas de gestão do exercício de 2017, do ex-prefeito de Paragominas, Paulo Pombo Tocantins, o “Paulinho”, na pauta de julgamento do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, TCM-PA, na próxima quarta-feira, 12 de maio, serão aprovadas, com ressalvas.


Os correligionários de Paulinho, nas conversas de botequim, nas feiras e nos bate papo de WhatsApp, não pedem segredo ao afirmar, com todas as letras, que a aprovação das contas “tá amarrada”, mesmo com várias irregularidades detectadas e com parecer contrário do Ministério Público de Contas. Simples assim. O que se diz é que o grupo político de Paulinho já “afinou a viola”, com os membros da corte de contas e já estaria “tudo dominado”. Trocando em miúdos, com o perdão do trocadilho, para bom entendedor, vírgula é letra. Nada de se estranhar.


O TCM tem como presidente Mara Barbalho. Sem Comentários. Cesar Colares, relator das contas, tem como chefe de gabinete Antonia Mônica Rodrigues Fortes, não por acaso, esposa do advogado Elvis Ribeiro da Silva, contratado, no segundo mandato de Paulo Tocantins, recebendo o “módico” salário de R$ 40 mil reais. Ou seja, a relatoria das contas, sob a batuta de Colares, é ilegal, imoral ou engorda, parafraseando a canção do rei Roberto Carlos. Com tantas evidências, era de se esperar lógica e coerência do Conselheiro da Casa de Contas, face a gritante suspeição do mesmo para relatar o feito.

Ouvido por O Antagônico, Paulo Tocantins confirmou que o advogado Elvis Ribeiro trabalhava para a prefeitura e disse ter conhecimento de que a esposa do mesmo, Mônica Fortes, é chefe de gabinete do conselheiro que vai julgar suas contas. Paulinho diz que não tem ingerência sobre a chefe de gabinete e que no caso de Eder Ribeiro, marido de Mônica, o mesmo recebia, segundo Paulo Tocantins, R$ 15 mil mensais da prefeitura.


A declaração do ex-prefeito, apesar de contundente, não retira da causa o manto de um provável tráfico de influência, sendo pouco provável, que as contas do mesmo, com tantos pares no TCM, tenha ido aterrissar justamente no colo de um conselheiro, cujo gabinete é chefiado pela esposa de um ex-contratado em sua gestão, além de amigo pessoal. Seria muita coincidência. Mas, em política, tudo é possível. Até boi voar!!!


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