• O Antagônico

As Quentinhas. O Cartel e a Ganância. Os R$ 135 Milhões. O TCE e o Favorecimento



Quanto mais alto é o voo, maior é o tombo !!! Vejam só !!!Três empresas, a MWS Eventos e Buffet Eireli - EPP, a Prospera Service Ltda e a Express Alimentos, estão movendo céus e terra para tentar tirar do caminho a empresa Vogue Alimentação e Nutrição, vencedora da licitação para o fornecimento de alimentação para as unidades penitenciárias do Estado do Pará. Tudo para abocanhar um contrato de R$ 135 milhões de reais, consolidando quase que um monopólio sobre os pregões de alimentos com o Governo do Pará, sendo que o conhecido Cartel já possui inúmeros contratos com o poder público estadual.


E para conseguir seus intentos, o cartel não se faz de rogado em utilizar expedientes rasteiros, inescrupulosos e nada ortodoxos. A mais recente investida do grupo econômico se verificou, pasmem, dentro do Tribunal de Contas do Estado do Pará, TCE-PA, que ignorou solenemente uma decisão judicial em Mandado de Segurança a favor da Vogue. O Tribunal também fechou os olhos para uma certidão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária atestando que a empresa não foi notificada e intimada sobre a inclusão do processo, envolvendo a mesma, na pauta de julgamentos da Sessão Ordinária, do dia 11 de agosto deste ano, fator que, por si só, já atrairia a ocorrência de nulidade.


E tem mais. O TCE, utilizando-se a olhos vistos, do princípio de dois pesos e duas medidas, ainda deu de ombros para uma certidão emitida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará atestando, categoricamente, que ouve equívocos com relação a Vogue, declarando a empresa vencedora do Pregão.


Fechando com chave de ouro o rol de negligências, o Tribunal de Contas do Estado mandou às favas um parecer técnico do Ministério Público de Contas que opinou pela improcedência da representação oferecida pela empresa Express Alimentos Cozinha Industrial - Eireli, que sugeria irregularidades no Pregão Eletrônico e pretendia penalizar a empresa Vogue por supostas irregularidades. No relatório, a procuradora Silaine Karine Vendramim concluiu que não havia lastro probatório com o condão de inabilitar a empresa.


Por todo o conjunto da obra, está patente que o Cartel de empresas está jogando todas as cartas na mesa, sem medir limites e consequências, no afã de consolidar um projeto de poder que desconhece as regras básicas do jogo, subestimando e induzindo a erro, àqueles que sequer imaginam o jogo de interesses que existe por traz de uma aparente irresignação de concorrência empresarial. Afinal, não é necessária muita inteligência para se chegar ao verdadeiro mentor do Cartel, que, por tanta ganância, já está sendo carcomido e expurgado pelo próprio mecanismo por ele criado.

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