• O Antagônico

Barcarena. Vila do Conde. Os Chineses. Os Russos. Os Investimentos e os Percalços



Quando foi Ministro Chefe da Secretaria Nacional dos Portos, Helder Barbalho fechou os olhos para o Porto de Barcarena. Pois bem ! A fatura está chegando agora. Chineses e Russos, ávidos em investir pesado em infraestrutura e logística no Pará, estão tropeçando e patinando em muitos obstáculos e gargalos difíceis de remover do caminho.


O Porto de Vila do Conde, em Barcarena, é, sem sombra de dúvida, mais atrativo do que o de Itaqui, no Maranhão. Infelizmente, por conta da inércia de Helder, o Porto de Vila do Conde conta com apenas uma balança em funcionamento. Isso desde a gestão de Parsifal Pontes a frente da CDP. Aquela altura, Helder era ministro e Paulo Sérgio Gomes, marido de Elieth Braga, secretária de educação, era o administrador do Porto de Vila do Conde. Mesmo diante dessas dificuldades, os consultores dos grupos chineses e russos estão com os pés fincados em solo paraense, prospectando negócios, com foco no minério e proteína (animal e vegetal). O que se diz é que os investidores estão preparando grandes estruturas para fornecer produtos para o Pará e região Norte.


E nesse contexto tem uma grande empresa brasileira no circuito, já instalada em Barcarena e tocando a obra do seu “hub logístico de fertilizantes”. O investimento é de R$ 120 milhões de reais. Nesse jogo, os ucranianos se fazem presentes com os fertilizantes Yara. Já os chineses estão adentrando no mercado regional através da Sino-Lac e a Guangzhou Ecologial Agriculture e Technology. Paradoxalmente, na contramão da tecnologia, tanto a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, SEMEDE, e a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará, CODEC, continuam “malhando com ferro frio”, com grande deficiência de quadro técnico capacitado para acompanhar tais empreendimentos, nem no quesito de porte, quiça no de complexidade. Casa de ferreiro e o espeto de pau!!

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