• O Antagônico

Bolsonaro. A Filiação no PL. O Jatene. O Miranda. O Zequinha. O Helder e o Segundo Turno

Atualizado: 2 de dez. de 2021



A filiação do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao PL, consolidada na manhã de ontem, em Brasília, cria grandes problemas e rachas nos estados no tocante às eleições do ano que vem. No Pará não é diferente. No estado, o PL, que apoia o governador, está nas mãos da família Vale, que agora está em uma encruzilhada. Isso porque a mistura de Bolsonaro com Barbalho não dá rock. Nem samba.


Atualmente, o cacique do PL no Pará é o deputado federal Cristiano Vale, irmão do ex-vice governador Lucio Vale, que Barbalho já tirou de seu caminho, levando o mesmo, a peso de ouro, para o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará. Cristiano e Lúcio são filhos de Anivaldo Juvenil Vale, que já foi deputado e vice-prefeito de Belém. A família tem base, ou feudo, melhor dizendo, concentrado na região de Viseu. Por lá eles são os Barbalhos regionais.


Agora, os Vales, para ficar ao lado de Helder, terão que bater em retirada e procurar outra legenda. É o tal negócio: não dá pra fazer omelete sem quebrar ovos. Com efeito, Helder perde mais um partido e mais tempo de TV no período eleitoral. Isso pra dizer o mínimo do estrago que ainda está por vir. O PTB, do pastor Josué Bengtson, também deverá desembarcar do governo Helder, por força de determinação nacional. Lembrando que o PSD já bateu em retirada.


Simão Jatene, que ontem se desligou do PSDB, continua as tratativas para ingresso em outra agremiação partidária, estando no jogo, o União Brasil, o Cidadania e o PSD. Por eliminação, e dedução realista, o PSD, de Helenilson Pontes, deverá ser o caminho a ser seguido pelo ex-tucano. O tempo de televisão e a recente debandada do clã Barbalho são atrativos suficientes.


Uma fonte declarou a O Antagônico que as conversas entre Jatene e a executiva nacional do PSD, leia-se, Gilberto Kassab, estão evoluindo bem, com total apoio de Helenilson, que por sua vez deverá concorrer ao senado. Pelo visto, o que Helder tanto temia, um segundo turno em 2022, já é algo praticamente certo, uma vez que Zequinha Marinho, com evangélicos, Eguchi, Eder Mauro, Toni Cunha, delegado Kaveira, Mário Couto, (outro candidato ao senado) e Cia Ltda estarão engrossando o caldo no palanque de Bolsonaro.


Em outra ponta estarão Simão Jatene, Márcio Miranda (não necessariamente nessa ordem), Helenilson Pontes, Arnaldo Jordy e Flexa Ribeiro, (o último também postulante ao senado), representando a chamada terceira via. Trocando em miúdos, restará a Helder e a Barbalhada de plantão, leia-se, o pai, a mãe, o filho e os agregados do MDB se abraçar com a turma do narigudo psolista Edmilson Rodrigues e com correligionários pouco ou nada confiáveis do PT, no palanque de Dória ou Lula, para a missão hercúlea de obter mais de 50 % dos votos no primeiro turno.


Ironias à parte, se depender das torcidas de Flamengo e Remo, Helder, um notório pé frio, já pode ir se preparando para enfrentar, num segundo turno certo, todos os seus pesadelos! Só que desta vez tudo junto e misturado !!

1.778 visualizações1 comentário