• O Antagônico

Bolsonaro. As Massas nas Ruas. O Embate com o STF e a Omissão da Imprensa Militante

Atualizado: Set 9



Todo jornalista que se preze sabe que não se pode brigar com a notícia. Pois bem !! Mormente a intransigência e modo pouco ortodoxo de governar, os milhões de pessoas nas ruas do país neste 07 de setembro revelaram, de forma indubitável, que Jair Bolsonaro tem a simpatia de aprovação de boa parte da população brasileira. Por assim dizer, a cobertura apática da dita grande imprensa, tentando inutilmente minimizar um dos maiores movimentos de ruas já registrados no Brasil e no mundo, em torno de um nome, é algo que merece reflexão sobre o papel do jornalismo nos dias atuais.


Ora, todo jornalista, que também é um cidadão, tem direito de ter preferência política e ideológica. Porém, este mesmo jornalista, por obrigação e dever com a profissão, não pode, a bel prazer, escamotear ou travestir a notícia, quando a mesma não lhe é agradável. Jair Bolsonaro, reconhecidamente uma pessoa de personalidade dificílima, tendo tomado inúmeras decisões questionáveis, foi eleito pelo voto direto através da maioria dos brasileiros. Isto é um fato !! Para tirá-lo do cargo, o caminho lógico para as opiniões em contrário, é através do voto.


Por óbvio, as afirmações de boa parte da imprensa brasileira, ao taxar os manifestos de 7 de setembro de “atos antidemocráticos”, beiram a heresia. A imprensa militante, que tenta hoje monopolizar a informação, não tem procuração popular para taxar de criminosos, pessoas que vestiram as cores da nação e saíram as ruas para se manifestar. Ainda que esse manifesto seja favorável a uma figura difícil como é Jair Bolsonaro. Afinal, todo o poder emana do povo e através dele deve ser exercido.


Quanto ao STF, diante da resposta popular aos últimos atos do ministro de Alexandre de Moraes, que virou uma espécie de censor, determinando prisões e busca e apreensão, atos apontados como temerários e atentatórios à democracia, é de se esperar que a corte mais alta do pais caia em si e baixe o tom do embate com o presidente, uma vez que está em jogo o Estado de Direito e a preservação do devido processo legal.


É claro que a liberdade de expressão tem limites, não dando direito a quem quer que seja, ameaçar os poderes e autoridades constituídas. Porém, a regra deve ser aplicada, em igual simetria, as próprias autoridades, que não podem jogar pessoas na prisão, sem o devido processo legal. Por assim dizer, a população brasileira deve ser vigilante ao apoiar, de forma incondicional, o atabalhoado governo de Bolsonaro.


Na mesma toada, essa mesma população não pode aceitar, sem questionamentos, que o STF, ou um ou dois de seus pares, passem a ter poderes de vida ou morte sobre o cidadão comum, o que seria uma forma de ditadura togada.

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