• O Antagônico

Capitão Poço. O Navalhada. O Banho de Sangue. O Grupo de Extermínio



Na próxima quinta-feira, 08, o governador do Pará, Helder Barbalho, deverá ser muito cobrado durante a visita agendada para Capitão Poço. Motivos não faltam. Uma onda assassinatos e execuções assola o município, situada no nordeste paraense, conhecido pela produção de laranja e que conta hoje cerca de 65 mil habitantes.


Os homicídios registrados na cidade, dignos de filmes de gangster, propagam um clima e sensação de impunidade, não só na cidade como em municípios vizinhos, como Ourém. Um dos crimes chocantes foi o segurança Benedito Cordeiro de Carvalho, conhecido por “Didi”, ocorrido em plena luz do dia na movimentada Rua Manoel Aquino, no bairro Eurico Siqueira. A extrema violência aponta para a existência de um grupo de extermínio, que impõe o medo e desafia as autoridades.


Um outro crime, não menos brutal, foi o feminicídio das amigas Maria Eunice Ximenes Alencar e Vanessa Silva Cunha, mortas a golpes de faca, na casa de uma das vítimas, no bairro Residencial Goiânia. O Réu confesso do crime, Carlos Matos, vulgo “Bracinho”, que foi preso juntamente com o marido de uma das vítimas, foi solto meses após o crime. O Alvará de soltura, da lavra da juíza da comarca de Capitão Poço, Caroline Slongo Assad, revoltou a população local.


No mesmo dia do duplo homicídio, os corpo de um homem e de dois adolescentes, foram encontrados, amarrados, dentro de um ônibus, próximo ao endereço da residência que as jovens foram mortas. Mas um dos crimes que mais intrigam a população da cidade é o do o ex-policial Agnaldo Assis de Andrade, conhecido como “Navalhada” assassinado em novembro de 2020. O executor invadiu a casa de Agnaldo e efetuou os disparos fatais. Outro assassinato intrigante foi o do cantor Madson Felintro, morto a tiros em um residencial afastado do centro da cidade, onde ele morava com a família.


Segundo apurou a reportagem de O Antagônico, os crimes de Capitão Poço estão intrinsicamente ligados, envolvendo tráfico de drogas, a PM local, um vereador e a classe política dominante na cidade. A denúncia, com fartas provas, já é do conhecimento da Secretaria de Segurança Pública do Pará e da alta cúpula do Ministério Público. Ao que parece, o slogam da atual gestão “por todo o Pará”, pode ser aplicado em todos os municípios paraenses. Com exceção de Capitão Poço !!! Com a palavra o Gaeco, a OAB e os órgãos de segurança do Pará.

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