• O Antagônico

Helder Barbalho. A Seduc. A Pressão dos Servidores e os R$ 135 Milhões de Abono

Atualizado: 31 de dez. de 2021



Na ânsia pela reeleição, o governador Helder Barbalho iniciou a maior sangria que se tem notícia nos cofres públicos do Pará. No apagar das luzes de 2021, o filho mais novo de Jader e Elcione Barbalho enviou para a Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei que "Altera as Leis n° 9.385, de 16 de dezembro de 2021, e n° 9.388, de 16 de dezembro de 2021" ambas aprovadas recentemente. A aprovação certa do pedido de Helder, (na casa de leis está tudo dominado), ocorrerá em Sessão extraordinária da Alepa, nesta quinta-feira, 30, penúltimo dia do ano.


Os motivos da alteração das leis são pra lá de óbvios: Helder concedeu abono extraordinário aos profissionais do magistério da rede pública estadual de ensino e “esqueceu” os demais profissionais que dão suporte administrativo para a educação pública. Como a pressão foi grande e com a eleição às portas, Helder foi obrigado a incluir os servidores administrativos no rol de profissionais da educação básica, concedendo abono aos demais servidores da Seduc. Com efeito, o impacto no erário será da ordem de R$ 135.000.000,00 (cento e trinta e cinco milhões de reais).


O valor do abono, a ser pago em parcela única para os integrantes da carreira do magistério será de: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), para o servidor com lotação de até 100 (cem) horas mensais; R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais) para o servidor com lotação de 101 (cento e uma) a 150 (cento e cinquenta) horas mensais; R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para o servidor com lotação a partir de 151 (cento e cinquenta e uma) horas mensais. Para os demais servidores, atuantes em funções de apoio técnico, administrativo ou operacional o abono será de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais).


Somando-se ao vale gás, vale energia, Habilitação Legal e bolsa aluno, trata-se, portanto, do maior esquema de compra de votos, sem precedentes na história do Pará. Como matemática é uma ciência exata, a fatura astronômica dessa sangria nos cofres públicos vai chegar, mais cedo ou mais tarde, e certamente a administração pública, com ou sem reeleição de Helder Barbalho, vai sofrer as consequências, com séria ameaça de colapso na economia paraense. O tempo dirá !!!


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