• O Antagônico

Helder Barbalho. O Sintepp. O Pacote de Maldades e a Paralisação



A relação, entre tapas e beijos, do Sintepp com o governador do Pará, Helder Barbalho, degringolou de vez na manhã de ontem, quando a Alepa aprovou o Projeto de Lei nº 346/2021, que concede reajuste de 24% na remuneração de professores. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação Pública do Pará, o projeto apresentado pelo governador e aprovado, na verdade é um presente de grego e um autêntico “Pacote de Maldades”.


De nada adiantou os servidores da rede pública estadual de ensino interditarem a rua de acesso à Assembleia Legislativa do Pará. A categoria foi impedida pela Polícia Militar de adentrar o prédio. Resultado: muita gritaria e confusão na entrada daquela que deveria ser a Casa do Povo. Depois que “Inês já era morta”, uma comissão do Sintepp foi recebida pelo presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), e outros deputados.


Antes da votação na Alepa, cuja categoria está em estado de greve desde o dia 24 de setembro, o sindicato já havia deliberado por paralisar as atividades educacionais da rede pública estadual de ensino no dia 13 de outubro.


Entre as principais reivindicações da categoria estão: a precariedade nas condições de trabalho constatadas neste retorno às aulas presenciais e o não cumprimento pelo governo Helder do piso salarial do Magistério, congelado desde 2015.

"Com uma proposta graciosa e imoral que “dá com uma mão e tira com a outra”, o governo Helder indica o pagamento do piso ao preço de alterações inaceitáveis em nossos direitos. A retirada destes direitos, conquistados a partir da mobilização de nossa base, de forma unilateral e autoritária por parte do governo, é inaceitável e vem causando preocupações aos mais 24 mil educadores paraenses, que já trabalhavam em condições precarizadas e sobrecarregadas, antes mesmo do início do surto pelo coronavírus.”

Diz a nota publicada no site do Sindicato frisando que, apesar da categoria ter “arregaçado as mangas”, o governo Helder novamente cruzou os braços mostrando o seu descompromisso com o povo paraense, em especial com a educação. A categoria ressalta que ainda é atenuante sobre os trabalhadores a sobrecarga de trabalho, evidenciada na jornada extrapolada que os trabalhadores são obrigados a se submeter

“devido ao achatamento salarial, imposto pelo governo Helder Barbalho quando da reforma da previdência estadual, e pela falta de reajuste salarial alongado há mais de seis anos.”

O Sintepp alerta que, quando do retorno das atividades presenciais, a realidade nas escolas só piorou. Além da reiterada reclamação da falta de estrutura física (prédios depredados, salas com pouca ou nenhuma ventilação, banheiros inapropriados…), há a ausência de insumos e materiais, como a falta de gás de cozinha, de mantimentos e de equipamentos para a garantia da nutrição e segurança alimentar das comunidades escolares.


O Sindicato também denuncia que recentemente recebeu inúmeras denúncias de atraso no fornecimento da alimentação escolar em diversas unidades de ensino da região metropolitana, provocando um transtorno para o desenvolvimento das atividades escolares e até mesmo a suspensão de aulas.

“Caminhando para o fim de seu governo, Barbalho conta à sociedade uma meia verdade. Ainda que a proposta do governo para o pagamento do piso pareça trazer aumento remuneratório imediato, as adulterações a médio e longo prazo não são nada favoráveis para nossa carreira”.

Diz a nota publicada pelo Sintepp.

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