• O Antagônico

Helder e os Ovos. O Delegado e o Juiz do Dops. A Ditadura e as Prisões Arbitrárias em Tucuruí



As prisões realizadas esta manhã, em Tucuruí, de manifestantes contra a gestão de Helder Barbalho, são, sem sombra de dúvida, uma ameaça clara ao Estado Democrático de Direito. A situação se mostra ainda mais grave porque, as arbitrariedades são praticadas por agentes do Estado, um delegado e um juiz, que recebem salário de tributos pagos pelo contribuinte. A questão é muito grave e temerária. Condenável e inadmissível sob todos os aspectos. E tudo porque manifestantes planejavam jogar ovos no governador do Pará, durante a visita do mesmo na manhã de hoje ao município de Tucuruí. É o fim da picada.


Vamos aos absurdos fatos: o delegado da Polícia Civil do Pará, Rommel Felipe Oliveira de Sousa, Superintendente Regional do Lago de Tucuruí, representou, acreditem, pelas prisões preventivas de Simião Nogueira de Moraes, Josicleison do Nascimento Silva e Herlen Ulisses Batista Garcia, sustentando que, acreditem, “A atuação de inteligência da Polícia Civil identificou associação criminosa que tem praticado diversos crimes contra a honra do Governador do Estado do Pará e de outras autoridades públicas que participarão do evento, apontando para a provável ocorrência de confrontos entre os representados e os populares que ali estarão presentes”. Sustentou o delegado frisando que que os representados estão se organizando para praticar novos crimes contra a honra e contra a integridade física das pessoas que participarão ativamente das solenidades, por meio de arremesso de ovos”.


Trocando em miúdos, as armas usadas para ameaçar Helder Barbalho seriam ovos. Seria cômico se não fosse trágico. O Delegado sustentou em suas razões que o pedido formulado “não trata de tolhimento ao direito de liberdade de expressão ou de livre associação, mas de resguardo à ordem pública”.


Isso significa dizer, caros leitores, que a partir de hoje, no Pará, fica decretado retorno da ditadura e do Dops, o temível órgão opressor dos anos de chumbo. Simples assim. Ora, se todas as manifestações, doravante, foram punidas com prisão, ao absoluto arrepio da lei, não tem cadeia que dê conta.


O mais grave é o ato do delegado ter sido chancelado pelo juiz da comarca, Pedro Enrico de Oliveira, alguém que estudou e conhece bem a Constituição Federal e a Liberdade de Ir e Vir, Expressão e Pensamento, direitos individuais e coletivos consagrados pela Carta Magna. O ato de prender manifestantes é vergonhoso, patético e remonta uma das eras mais sombrias do país. Quem prenderá o carcereiro ?

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