• O Antagônico

Milton Cunha. A Entrevista. As Histórias Fantasiosas. As Ofensas à Família. O Desmentido dos Irmãos

Atualizado: 3 de mar.



O carnavalesco paraense Milton Cunha, comentarista da TV Globo, revoltou familiares ao sugerir, em entrevista ao UOL, que era espancado pelos irmãos e que sofreu abuso sexual do pai. Na noite de ontem, segunda-feira, 28 de fevereiro, os irmãos do humorista, Clehilton Cunha e Alexandre Cunha procuraram O Antagônico, para desmentir, categoricamente, as afirmações do humorista. Os irmãos afirmam que não procedem as declarações de Cunha dando conta de que era espancado pelos mais velhos.

“Isso jamais aconteceu. Havia briga de irmão, como em qualquer família, mas nunca espancamentos.”

Disse Clehilton, frisando que o que mais abalou a família foi Milton ter afirmado, de forma “absolutamente surtante”, que foi abusado pelo pai.

“Isso é uma fantasia delirante da cabeça dele. Todos fomos criados por dois pais amorosos e carinhosos, que já estão em outro plano, e não podem mais se defender. Mas tenho certeza, que pela grandeza de alma que meus pais tinham, onde eles estão agora estão orando pela alma, certamente, perturbada, de nosso irmão.”

Diz Clehilton, ressaltando que se tal aberração tivesse qualquer base lógica, os outros irmãos também teriam sofrido abusos do pai, afirmação que ele classifica como “fantasiosa”, “delirante” e “holofotesca”.


Para O Antagônico, Clehilton diz que as afirmações de Milton Cunha são fáceis de desmentir, pela própria fragilidade de provas e testemunhas, uma vez que o humorista mentiu sobre suas origens, tendo dito que nasceu e cresceu na região do Marajó.

“Isso é uma grande mentira. O Milton, como todos os irmãos, nasceu em Belém, na capital paraense, na Beneficente Portuguesa. A nossa certidão de nascimento e a dele desmentem essa “fantasia” de ter nascido no Marajó”.

As informações e indignações de Clehilton são corroboradas e confirmadas pelo irmão Alexandre Cunha. Os dois irmãos, além de concederem entrevista, gravaram vídeos que estão publicados no final da matéria.

“Essa história de que se mata muita criança no Marajó por ser gay é tremendamente absurda. Não se matava naquela época e não se mata agora. Um desrespeito e calúnia, não só contra nossa família bem como o povo marajoara. Acho que o nosso irmão está seriamente perturbado e precisando, com urgência, de ajuda profissional”.

Diz Alexandre Cunha frisando que talvez, pela convivência com a fantasia que é o carnaval, Cunha esteja criando histórias fantásticas, personagens, narrativas e enredos que só existem na cabeça dele.

“Não entendo porque, depois de tantos anos, ele resolveu atacar a própria família, o seu próprio sangue, em busca de uma notoriedade efêmera e falsa. Infelizmente se tornou uma pessoa amarga, que obviamente teve dificuldades para assumir e compreender sua sexualidade.”

Diz Alexandre Cunha.


“Esse negócio de que ele apanhava todo dia é outra grande mentira. Até porque morávamos em Belém. Temos muitos vizinhos e amigos que podem provar que isso nunca existiu. Talvez isso faça parte da infância imaginária dele no Marajó. Um disparate absurdo. "


Leia abaixo a matéria publicada no site do UOL, republicada na página do jornal O Liberal e em outros sites nacionais.


A foto que abre a matéria de O Antagônico, cedida pela família, mostra Milton Cunha, na infância, abraçado com os pais e irmãos.


Carnavalesco paraense Milton Cunha fala de abuso sexual cometido pelo próprio pai

Milton mistura as lembranças de sua origem na Ilha de Marajó (PA)

Bruna Lima
27.02.22 10h20
  
Em entrevista à editoria TAB do portal UOL, O carnavalesco paraense Milton Cunha, comentarista da TV Globo, recordou das lembranças de sua origem na Ilha de Marajó e a dificuldade na infância.

"Meus dois irmãos mais velhos, héteros, iam pro jogo de futebol com meu pai. O mais novo não era assumido, ao contrário de mim, que sempre fui para a porrada, com pé na porta. Por isso apanhei muito, era castigo físico todo dia", diz.

Estudou em colégios de freiras, sempre sendo expulso de um e realocado em outro. "Só tinha medo de morrer, medo deles [meus pais] me matarem antes de eu conseguir ir embora. Mata-se muito menino gay no interior, criança viada é um problema para certas famílias. O estudo me salvou. Era bom aluno, mas endiabrado na sala de aula." Seus olhos lacrimejam, mas ele controla a emoção. Fala da convivência em casa com ar de superação.

"Todo dia era uma porrada dos irmãos ou do meu pai. Os dois mais velhos me agrediam muito! O mais novo me chantageava. Eu tinha transado com o vizinho e ele vivia naquilo de 'vou contar'. Foi uma clausura que enfrentei com deboche. Até porque a outra opção era morrer, não tinha negociação." O paraense revela que também sofreu agressões sexuais do pai. "Tinha rolado umas bolinações sexuais na infância, eu me lembro claramente. Era muito criança, no colo, ele sentava na calçada comigo e ficava pegando no meu pau. Só adulto entendi que aquilo tinha conotação sexual."


Em seguida, publicamos os vídeos enviados pelos irmãos de Milton Cunha:



Clehilton Cunha



Alexandre Cunha

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