• O Antagônico

Na Rede 19/02/2021


O Empresário de Tubarão. A Prisão e a Venda de Carne de Cavalo e Javali


Um empresário foi preso pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta terça-feira (16) suspeito de vender carnes de cavalo e de javali como se fossem bovinas e suínas, na cidade de Tubarão. A ação também cumpriu um mandado de interdição do açougue onde ele trabalhava. Além do empresário, foi determinada pela 2ª Vara Criminal de Tubarão a abstenção de exercer a mesma atividade a sócia-proprietária do estabelecimento.

O caso foi descoberto depois que a Polícia Civil flagrou, em agosto de 2020, um abatedouro clandestino de cavalos em Imaruí, a 75 km de Tubarão. De acordo com a investigação, o local era mantido pelo empresário preso para abastecer o próprio açougue. Peritos confirmaram a fraude por sequenciamento genético. A carne de cavalo era comercializada como carne bovina moída, e a de javali, nas linguiças vendidas como suínas.

Gilmar Mendes e a Faculdade. Os Desembargadores e a Suspensão da Ação

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu na terça-feira (16) o julgamento que trata da continuidade da investigação sobre a compra pelo governo do estado de uma faculdade da família de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois desembargadores votaram pelo fim da investigação: Maria Aparecida Ribeiro (relatora) e Mario Roberto Kono de Oliveira. O desembargador Luiz Carlos da Costa, presidente da 2ª Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT, pediu vista. Por conta do segredo de Justiça, o julgamento da continuidade de uma investigação do Ministério Público Estadual sobre a estatização da faculdade União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), que já teve como sócio o ministro, não foi transmitido. A promotoria quer investigar se Gilmar Mendes se beneficiou financeiramente da estatização que custou aos cofres públicos o montante de R$ 7,7 milhões em 2013 e 2014, na gestão Silval Barbosa.

Bolsonaro e o Embate com a Globo


Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”, decretou o filósofo, escritor e poeta alemão Friedrich Nietzsche. Nos Estados Unidos, Donald Trump elegeu a progressista CNN como rival. Na Rússia, Vladimir Putin se indispôs com a independente TVS a ponto de mandar fechá-la.

Na Venezuela, Hugo Chávez (1954-2013) não renovou a concessão de alguns canais, incluindo o mais antigo em atividade na época, RCTV, por considerá-los golpistas.No Brasil de 2021, Jair Bolsonaro intensifica os ataques contra a Globo e a recíproca vem sempre no mesmo tom. Frequentemente xinga os âncoras do ‘Jornal Nacional’ William Bonner e Renata Vasconcellos. Mais de uma vez, acenou com a possibilidade de não assinar a renovação da licença da emissora, a vencer em outubro de 2022. Insinua que a empresa e a família Marinho cometeram crimes de sonegação.

Na segunda-feira (15), durante passeio no litoral catarinense, o presidente deu mais um passo no front desse duelo midiático. Ao reclamar de uma restrição de compartilhamento de imagens do Facebook, ele revelou um desejo pouco republicano. “O certo é tirar de circulação — não vou fazer isso, porque sou democrata — tirar de circulação Globo, Folha de S. Paulo, Estadão, (O) Antagonista, são fábricas de fake news”, disse em vídeo viralizado na internet.

Toda vez que o presidente fala mal da Globo diante de câmeras de TV, para os celulares de apoiadores ou nas redes sociais, ele ganha publicidade espontânea: grandes veículos de comunicação repercutem essa guerra particular deflagrada muito antes da eleição de 2018. Prova disso foi a foto dele segurando uma placa onde se lia ‘Globo Lixo’, semana passada. Viralizou. Essa visibilidade é valiosa pois alimenta o ânimo da militância e renova a imagem provocadora do presidente.

Na prática, a suspensão ou cassação da concessão pública de um canal depende de autorização de dois quintos do Congresso, onde há vários parlamentares que são donos de emissoras e retransmissoras, inclusive da Globo.

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