• O Antagônico

O Nicolas. A Advogada Aposentada do TRF 1. O Gilmar Mendes e o Pedido de Habeas Corpus



Os advogados de Nicolas Tsontaski, operador da máfia das OSs do Pará, ingressaram no Supremo Tribunal Federal, TSE, desta feita junto ao ministro Gilmar Mendes, pleiteando liminar contra ato praticado pelo Ministro do STJ, Ribeiro Dantas, no acórdão do julgamento realizado em 9 de novembro de 2021, que negou provimento ao recurso manejado pela defesa de Nicolas.


Sustentam os advogados que Tsontaski é investigado em dois juízos, pelo mesmo fato: Na 4ª Vara da Justiça Federal do Pará e na 1ª Vara Criminal de Penápolis, em São Paulo. Para a defesa, o juízo de Penápolis é incompetente para atuar no feito, devendo os autos serem remetidos para a Justiça Federal Paraense. Na verdade, o que querem os advogados é a revogação da prisão preventiva decretada pelo juiz de Penápolis em 2020, na operação da PF denominada “Raio-X”, cujos processos Gilmar Mendes é prevento.


Curioso é que quem protocolou o pedido foram os advogado Thyago Bittencourt de Souza Mendes, Nelsíria Ladeira Luniére de Sousa e Rodolfo Rodrigues de Santana, sendo o primeiro de Brasília, e os dois últimos do Amazonas. Não deve ter sido por acaso, a escolha por dois advogados amazonenses e não profissionais de direito do Pará.


Nelsíria Ladeira, caros leitores, é analista judiciária aposentada do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde atuou até 2019, como Diretora da Coordenadoria de Registros e Informações Processuais. É na 1ª região que tramitam vários processos envolvendo Nicolas, inclusive onde foi concedida uma liminar nos autos do HC n.° 1032201-28.2021.4.01.0000/PA, cuja extensão de benefício, da lavra do juiz federal Antônio Campelo, alcançou Nicolas Tsontakis, substituindo sua prisão preventiva, na época domiciliar, por medidas cautelares de: I – comparecimento a cada dois meses em juízo para informar e justificar suas atividades, a fim de que seja aferida a manutenção da inexistência de riscos ao processo e à sociedade; II – proibição de manter contato com os demais investigados no Inquérito 1033977-37.2020.4.01.3900; III – proibição de mudança de domicílio sem prévia autorização judicial, vinculando os pacientes ao processo. IV - entrega em juízo de seu passaporte. sua prisão. Quanta coincidência !!


Nicolas está preso preventivamente desde 7 de outubro de 2020, prisão convertida em regime domiciliar por força da decisão proferida pelo STF, em razão dos indícios dos crimes praticados em 2019, portanto há quase 3 anos. Ao final do recurso, os advogados pedem a concessão da ordem de habeas corpus para liminarmente colocar em liberdade do paciente, em razão do excesso de prazo da prisão preventiva decretada. Providencialmente, a defesa de Nicolas omitiu, no pedido ao STF, a informação de que o mesmo foi condenado a 22 anos e seis meses de cadeia. Aguardemos a decisão do Gilmar !!!

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