• O Antagônico

Noélio Sobrinho. O Surf. A Abraspo. O MPU. Os R$ 700 Mil e a Condenação



O surf, esporte que ganhou forte torcida no Brasil, por conta da medalha de ouro de Ítalo Ferreira, conquistada nas Olimpíadas do Japão, em 2021, surge cheio de obscuridades no Estado do Pará. O atual presidente da Federação Paraense de Surf (Fepasurf) e da Associação Brasileira de Surf na Pororoca (Abraspo), Noélio Sorinho, está enrolado até o pescoço em acusações de malversação de verba pública.


De acordo com o Acórdão do MPU, nº 4344/2018-2C, datado de 29 de maio de 2018, a Abraspo e seu representante, Noélio Sobrinho, foram condenados a devolver R$ 694.273,65, (seiscentos e noventa e quatro mil, duzentos e setenta e três reais e sessenta e cinco centavos). Consta nos autos do processo que em maio de 2022, a 1ª Vara Federal de Castanhal deferiu mandado para a busca e apreensão dos bens da Abraspo.

O valor de cerca de R$ 700 mil, corrigidos do montante inicial de R$ 300 mil, foram parar nas contas da Abraspo por meio de convênio com o Ministério do Turismo, cujo objeto era viabilizar uma a edição do Festival de Surf na Pororoca, na cidade de São Domingos do Capim. Contudo, a entidade não comprovou a correta aplicação dos recursos, o que provocou a Tomada de Contas Especial (03234920149 TCU) contra a Abraspo e Noélio Sobrinho, representante da entidade.

Apesar da condenação e da suposta malversação de verba pública, a Abraspo e seu presidente seguem captando dinheiro do contribuinte para o custeio de eventos, tudo com o beneplácito de deputados federais, estaduais, além de secretários de Estado e vereadores.


Em outro giro, enquanto a Abraspo tenta se explicar na Justiça, TCE e Advocacia Geral da União (AGU), nas redes sociais Noélio Sobrinho aparece à frente de espaço comercial de produtos de surf na Estação das Docas e do Mangue Beach, restaurante instalado na estrada do Atalaia, que utiliza o igarapé da Roça, braço do rio Sampaio, para práticas esportivas.


Mesmo com o seu telhado em chamas, Noélio não deixa de propagandear parcerias sob a chancela da Secretaria de Estado de Turismo, como o fez, em alto e bom som, com todas as letras, na Feira Internacional de Turismo na Amazônia.

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