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Nova Esperança do Piriá, A Prefeita, O Marido, O Favorecimento e o Escândalo Institucional



No Pará, quanto mais longe o município, maia a corrupção graceja. Em Nova Esperança do Piriá, por exemplo, a prefeita da cidade chama-se Alcineia do Socorro Carmo dos Santos. Porém, contudo, quem manda na prefeitura e nas secretárias é Robson Ferreira dos Santos, marido da prefeita.


Uma denúncia enviada a O Antagônico revela que o marido da prefeita, juntamente com o nacional Airton Ferreira de Oliveira, estaria comprando um terreno para construir um prédio e alugar o mesmo para sediar a agência do Banpará, instituição que pretende inaugurar em breve, uma unidade na cidade.


Airton Ferreira, amigo do marido da prefeita, mantém contrato com a prefeitura de Nova Esperança do Piriá, no valor global de 120 mil reais, recebendo 10 mil mensais. A empresa de Ailton é a 8 Consultoria e Assessoria Eireli, inscrita sob o nº CNPJ: 40.147.968/0001-60, localizada na Rua Francisco Marques Aguiar, nº 2137, Bairro Rodoviário, na cidade de Capitão Poço.


Ailton Ferreira, desde agosto de 2017, é servidor da prefeitura de Capitão Poço, recebendo, a título de salário o valor de R$ 5.310,00. Ailton é irmão do vereador Gerferson Ferreira de Oliveira, que faz parte da base de apoio da prefeita Alcineia dos Santos. E a “suruba institucional” não para por ai. Em Nova Esperança do Piriá, o Controlador Interno é o Antônio Kartegiano Campos Gonçalves, irmão do Secretário de Saúde, Antonio Gilson Campos Gonçalves. Como controlador, Antonio Kartegiano emite parecer em licitações da secretária municipal de saúde, comandada pelo próprio irmão, ou seja, a raposa cuidando das galinhas. E tem mais. Reynnan Moura de Lima, vereador no município de São João da Ponta, é assessor jurídico da prefeitura de Nova Esperança do Piriá, recebendo salário de R$ 3.500,00 reais. Ainda não acabou.


O Secretário Municipal de Assistência Social, Ivonaldo Chagas de Oliveira, está no cargo apenas como figura decorativa. Quem manda de fato na secretaria é a mãe do mesmo, Silvana das Chagas Oliveira. A mãe pediu para a prefeita nomear o filho porque a sua aposentadoria rural estaria as portas, fator que impediria a nomeação de Silvana. Ao que parece, instituições como o Ministério Público são “letra morta” na cidade, reforçando a máxima que diz que “a impunidade gera a audácia dos maus”.

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