• O Antagônico

O Adelcio, O Caboclo, O Pedido e o Barbalho. A FPF, O Candidato e o Abraço de Afogado



A queda do presidente da CBF, Rogério Caboclo, afastado por denúncias de assédio sexual contra uma funcionária da entidade, pode ter um efeito devastador na Federação Paraense de Futebol. Explica-se: O atual presidente da FPF, Adélcio Torres, está movendo céus e terra para se reeleger. No entanto, o estatuto da Federação não permite a reeleição de presidente por mais de 2 mandatos, justamente o caso de Torres, que assumiu a FPF a primeira vez em 2015, quando o coronel Nunes assumiu a presidência da CBF, sendo reeleito em 2017.


Para sustentar sua candidatura pela terceira vez, Adelcio afirma que o primeiro mandato, quando o coronel Nunes foi para a CBF, teria sido “tampão”, fator que permitiria a reeleição. E para conseguir seus intentos o presidente não tem poupado esforços. Nem escrúpulos. Com a disposição repentina de Rogério Caboclo vir a Cidade das Mangueiras, em busca de apoio para se segurar no cargo, Torres enxergou longe e resolveu matar dois coelhos com uma cajadada só. Ele tratou de anunciar a visita do presidente da CBF ao governador Helder Barbalho, que, por sua vez, correu para as redes sociaIs para anunciar, como todo bom Barbalho, ser ele o pai da visita. O que os dois não sabiam, nem Helder e nem Torres, é do escândalo sexual que acabaria custando a cabeça de Caboclo.


Voltando ao episódio da visita, assim que Caboclo pisou no solo paraense, Adélcio tratou logo de cobrar a fatura. Pediu que o presidente da CBF solicitasse ao governador Helder Barbalho que o mesmo intercedesse para costurar a reeleição de Torres. E pediu mais. O presidente da FPF solicitou ao amigo Caboclo que o mesmo disponibilizasse apoio jurídico de peso, para sustentar a tese da sua candidatura. O primeiro pedido foi atendido. Caboclo pediu, a um constrangido Helder, apoio a candidatura do colega.


O governador já havia se manifestado anteriormente sobre o tema, adiantando que não se envolveria na questão. Já a segunda demanda, com a queda de Caboclo, foi evidentemente, “para o saco”. Trocando em miúdos, Adélcio Torres teve uma dupla derrota, uma vez que, com o afastamento de Rogério Caboclo, Helder certamente se fingirá de morto, uma vez que, de escândalos, está fugindo como o diabo da cruz. Como desgraça só quer começo, existem rumores de assédio sexual dentro da Federação Paraense de Futebol, bomba que pode sepultar, de vez, as pretensões de Torres a uma, cada vez mais distante, hipótese de reeleição. A conferir.

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