• O Antagônico

O Advogado. A Marroquim. O Juiz de Maceió. As Associações e os Atos Criminosos



De Alagoas ao Pará. O escritório de advocacia Roberto Xerfan está em maus lençóis com vários clientes. Explica-se: um rumoroso processo, que tramita em Maceió, capital de Alagoas, envolvendo associações do Pará, patrocinadas pelo escritório, estão dando o que falar no meio jurídico e acendeu o alerta nas próprias associações.


Em fevereiro deste ano, o juiz de Maceió, Pedro Jorge Melro Cansanção, ao deferir liminar em favor da empresa Marroquim, disse cobras e lagartos sobre as referidas associações, frisando que os atos criminosos das mesmas ensejaram uma mácula irreparável no bom nome da empresa; ensejando a quebra da confiança do mercado em seus produtos e serviços e a destruição de uma reputação construída ao longo de uma vida de trabalho. Mais que isso, prosseguiu o magistrado Alagoano, “os atos criminosos, falsos, levianos e ilegais destas associações destruíram centenas de empregos gerados pela empresa e a levaram a distratar contratos à época em vigor, como os dos empreendimentos Villa dos Pescadores, Vila Passione e Piazza Verona, cujos distratos foram homologados por esse Juízo nos autos do Pedido de Recuperação Judicial, causando na Autora um inestimável dano à sua honra e imagem”. Frisou o magistrado na decisão que mandou bloquear as contas bancárias das Associações em questão, para garantir o pagamento de eventual e provável condenação pelos danos morais causados a Marroquim.


Enquanto isso, no Pará a chapa só esquenta. Uma ata de assembleia, com indícios claros de fraude, foi inserida em um processo judicial. A prova vem do próprio cartório, que emitiu certidão sobre o espinhoso tema. O assunto, que pode levar clientes para o fundo do poço, já criou implosão e afastamentos nos grupos das associações, sendo que já existe ação movida por associados contra a própria associação, na tentativa de cancelar documentos sem muita fé pública. É o salve-se quem puder.

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