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O Amazonas. O Peixe. A Urina Preta e os 54 Casos

Atualizado: Set 7



Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) coletaram amostras de água e de peixes in natura em Itacoatiara, nesta sexta-feira (3). O material será enviado para análise em Manaus. O objetivo é identificar a origem do surto de rabdomiólise. Ao todo, são 54 casos da síndrome notificados no Amazonas. Houve registro de pacientes com a doença em pelo menos nove municípios: 36 casos em Itacoatiara, incluindo uma morte, quatro em Silves, quatro em Borba, três em Manaus, três em Parintins, um em Caapiranga, um em Autazes, um em Maués e um em Manacapuru.


Especialistas de diferentes áreas formam uma força-tarefa para tentar descobrir a causa do surto e combater a doença no estado. Na quarta-feira (1º), a Secretaria de Saúde publicou um comunicado de risco com orientações para que a população restrinja o consumo de pescado das espécies pirapitinga, pacu e tambaqui no município de Itacoatiara pelos próximos 15 dias. A medida é uma maneira para conter a proliferação da rabdomiólise na região. A recomendação para os demais municípios é de alertar a rede de saúde para a identificação de possíveis novos casos e orientar a população sobre os sintomas da doença. Ainda não está comprovada a origem do surto; no entanto, os peixes são uma forte suspeita. Também é importante ter atenção à conservação do pescado qualquer que seja a espécie e procedência.


O produto deve ser mantido no gelo para evitar a degradação e riscos à saúde que vão além da rabdomiólise. Em Manaus, pacientes com sintomas podem buscar uma unidade de saúde de urgência e emergência – SPA, UPA ou Pronto-Socorro. Se necessário, os pacientes serão encaminhados para os hospitais Delphina Aziz e o Hospital Universitário Getúlio Vargas, no caso de pacientes adultos. O Hospital e Pronto-Socorro da Criança (HPSC) da Zona Oeste está preparado para atender o público infantil.

Pacientes com sintomas de rabdomiólise do interior deverão fazer o primeiro atendimento no hospital ou outra unidade de saúde do município. Caso haja necessidade, a unidade hospitalar deverá fazer o encaminhamento para os hospitais de referência na capital, inserindo a chamada no Sistema de Transferência de Emergências Reguladas (Sister).

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