• O Antagônico

O Banpará. Os Aposentados. A Caixa de Assistência. O Juiz. A Saavedra e a Bola nas Costas



Enquanto o Banpará dá salto triplo carpado, torrando milhões e milhões de reais todos os dias, os aposentados do banco seguem em uma luta inglória para fazer valer seus direitos. Estamos falando de um processo judicial envolvendo a Associação dos Aposentados do Banco do Estado do Banpará e a previdência privada dos funcionários, aposentados e pensionistas, do Banpará, que antigamente era gerido pela CAFBEP (Caixa de Assistência do Banco do Estado).


Trata-se, caros leitores, de servidores anônimos que recolheram valores durante anos para garantir suas previdências, sendo uma vitalícia e outra em sistema de cotas. Ocorre que em uma das inúmeras manobras perpetuadas pelos antigos gestores do banco e da CAFBEP, a vitalícia, e de maior valor, fora delimitada ao ano de 2018, quando a grande maioria desses idosos perderam sua maior fonte de renda, já que pelo INSS, já não recebem muita coisa.


No processo, que se arrasta na justiça desde 2016, cerca de 600 aposentados pleiteiam a retomada do caráter vitalício da parcela e que a mesma volte a ser paga aos requerentes e seus dependentes, considerando que muitos já morreram. Enquanto isso, o Banpará cria estratégias para se livrar dos seus aposentados, inclusive anexando novos documentos que não existiam no processo.


Como desgraça só quer começo, o MP, que a rigor deveria fazer o seu papel de fiscal da lei, se insurgiu contra os aposentados. E depois da queda teve o coice. A desembargadora Maria de Nazaré Saavedra, que um dia será uma aposentada, cassou uma liminar deferida pelo juiz Alessandro Ozanan, sustando o pagamento dos pobres querelantes.


Fora a questão jurídica, os bastidores da via crucis dos aposentados também são bem movimentados. O ex-presidente do Banpará, Braselino Carlos, não por acaso irmão de uma desembargadora, iludiu os aposentados, em várias reuniões, vendendo-lhes fumaça, prometendo solucionar a questão.


O hoje pré-candidato a deputado federal não pensou duas vezes ao enganar os aposentados do banco. Não pesou na consciência de Braselino, que saiu milionário do banco, o fato de muitos dos querelantes estarem passando necessidades e privações. Outros tantos morreram durante o pico da pandemia.


Outra que se dizia defensora dos direitos dos menos favorecidos, a deputada Marinor Brito, do Psol, desde que se aliou aos Barbalhos deu de ombros para a causa e não atende as ligações dos associados.

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