• O Antagônico

O Barbalho, O MPF, O Decreto, Cametá, As 128 Mortes e a Contradição


Finalmente o MPF resolveu chamar às falas o governador Helder Barbalho, questionando o mandatário do Pará sobre os critérios adotados para edição de novos decretos de enfrentamento à Covid 19. No último, Helder determinou o Toque de Recolher, por 7 dias, das 22 às 5 horas da manhã. O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) pediram a interseção da Justiça Federal para que o Estado seja obrigado a comprovar que as medidas sobre distanciamento social foram tomadas com base em consulta ao Comitê Técnico, previsto no Plano Estadual de Contingência da Covid-19.

A reação do MPF se deu por conta das contradições envolvendo as decisões do governador, que, mesmo diante de situação caótica, ainda promove aglomerações totalmente inadequadas, como a que ocorreu na última segunda-feira, 01, dois dias antes do novo decreto, quando Helder Barbalho participou, junto com uma comitiva, da tradicional abertura da pesca do Mapará, na comunidade de Pindobal Miri, em Cametá.


Pescadores e moradores da região se aglomeraram, sem máscara e em desrespeito às regras sanitárias, junto a deputados e o prefeito, tudo registrado pela Agência Pará, que divulga as ações do governo. Em Cametá, cidade onde Helder rasgou o próprio Decreto ao promover e participar de aglomeração, foram registradas 128 mortes por Covid 19, com mais de 6 mil casos confirmados.

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