• O Antagônico

Pandemia, a vacina, os fura-Filas e a vergonha nacional

Isto é Brasil. Em pelo menos 12 estados e no Distrito Federal, políticos, empresários e funcionários públicos receberam doses da CoronaVac mesmo não sendo parte dos grupos prioritários definidos pelos governos federal e estaduais. Agora, o Ministério Público de cada estado apura se houve irregularidades nas condutas, com a fila de grupos prioritários sendo "furada". Começando pelo Pará, as denunciam pipocaram em vários municípios, sendo a mais grave do ex-servidor público, Laureno Lemos, diretor administrativo do Hospital Municipal de Castanhal. Ele foi o primeiro a ser vacinado e, por conta disso, o primeiro, da nova administração, a ser demitido da prefeitura. A vergonha também vem de quem deveria dar o exemplo. A nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Pará, acreditem, enviou oficio ao Governo do Estado, pedindo que os jornalistas fossem incluídos na lista de prioritários.

No Amazonas, a vacinação foi suspensa em duas cidades: em Manaus, após denúncias de que duas médicas, parentes de empresários locais, tenham tido preferência na vacinação; e em Tupã, no interior de São Paulo, após um integrante da irmandade que administra a Santa Casa ser vacinado. No Amapá, Randolph Antônio Pinheiro da Silva, secretário de Saúde de Serra do Navio, município a 203 km de Macapá, usou seu cargo para ser vacinado.

Na Bahia, o prefeito de Candira, Reginaldo Martins Prado, recebeu a vacina sem estar nos grupos prioritários. O Ministério Público Federal pediu condenação do gestor e a indisponibilidade de seus bens para pagamento de multa no valor de R$ 145 mil. No Ceará, a farra foi grande, com a vacinação de prefeito, vice-prefeito e gestores municipais nos municípios Eusébio, Juazeiro do Norte e Quixadá. No DF, centenas de servidores públicos furaram a fila. Em Minas, o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, foi o primeiro a ser vacinado.

Na Paraíba, há duas investigações em andamento: da prefeita da cidade de Belém, Dona Aline, empresária de 78 anos; e o prefeito da cidade de Pombal, Verissinho Abmael, médico obstetra de 66 anos.

Pernambuco apura quatro casos.

No Recife, uma arquiteta que trabalha em um hospital dedicado aos pacientes com Covid-19 foi vacinada. Em, Jupi, no Agreste, a secretária de Saúde e um fotógrafo tomaram a vacina. A gestora acabou sendo afastada pela prefeitura. Também foram denunciados casos em Sairé, no Agreste, e em São José do Egito, no Sertão.

No Piauí, o Ministério Público do Piauí instaurou procedimentos administrativos em seis cidades para apurar aplicação irregular de doses da vacina contra a Covid-19: São José do Divino, São João da Fronteira, Piracuruca, Pio IX, Guaribas e Uruçuí. De acordo com denúncias, prefeitos e moradores fora dos grupos prioritários teriam sido vacinados. Em Natal, no Rio Grande do Norte, o Sindicato dos Servidores Públicos denunciou que servidores fora do grupo prioritário furaram fila de vacinação.

Em São Paulo, a Prefeitura de Tupã suspendeu o processo de vacinação depois de cair nas redes sociais uma postagem, mostrando um diretor integrante da irmandade que administra a Santa Casa, de 52 anos, sendo vacinado. Em Sergipe, dois prefeitos se vacinaram: Vagner Costa, de 49 anos, do município de Moita Bonita; e Júnior de Amynthas, de 46 anos, da

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