• O Antagônico

O Bolsonaro. A Visita em Belém, Marabá e Repartimento. Um Olho na Missa Outro no Padre



O Presidente da República, Jair Bolsonaro, desembarca na próxima sexta-feira, 18, em Belém, para participar das comemorações dos 110 anos da Assembleia de Deus. A visita ao Pará começa às 10 horas da manhã, com a chegada de Bolsonaro à Marabá, de onde ele segue até o município de Novo Repartimento, para a inauguração do asfalto de parte da BR 230, a Transamazônica e para a assinatura de ordem de serviço de asfaltamento da BR 422.


No início da tarde, o presidente retorna a Marabá, onde fará entrega de títulos a produtores rurais no Parque de Exposições Mariano Antunes. Logo depois o presidente embarcar para Belém, onde deve desembarcar por volta das 17 horas.

Esta é a segunda visita de Bolsonaro ao Pará este ano. A última foi no dia 23 de abril, para participar do ato simbólico de entrega de cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade social, dentro da iniciativa Brasil Fraterno. Na ocasião, ele estava acompanhando de deputados e ministros e ficou pouco mais de uma hora na cidade. À época, vários grupos de apoiadores do presidente lotaram o trecho da Arthur Bernardes, em frente a Base Aérea. O desembarque de Bolsonaro foi marcado por um constrangimento. O governador Helder Barbalho, que aguardava o presidente, foi alvo de protestos com gritos de “Helder, Ladrão !!! Teu lugar é na prisão !!

Para muitos, a visita de sexta já começa a desenhar um cenário político das eleições do ano que vem. O senador Zequinha Marinho, por exemplo, liderança política com grande visibilidade no meio evangélico, que está no governo de Helder Barbalho mas tem sido visto constantemente ao lado de Bolsonaro, terá que decidir, muito em breve, que caminho vai seguir, ou de Bolsonaro ou do Barbalho. Afinal, água e vinho não se misturam.


Em outro giro, Eguchi e Eder Mauro, dois delegados que não se bicam, mas que são da base de apoio de Bolsonaro, vão ter que decidir se fumam o cachimbo da paz ou se abrirão um racha dentro da base paraense. O certo mesmo é que Bolsonaro está pontilhando e construindo seu palanque no Pará, para enfrentar, do outro lado Lula, Helder e Edimilson. Simão Jatene e Márcio Miranda estão só vendo a banda passar, aguardando os acontecimentos. E, certamente, ainda tem muita, mas muita água pra passar debaixo dessa ponte. Quem viver verá !!!

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