• O Antagônico

O DEM com o Barbalho, A Mudança na SEEL, Hélio Leite e o Harakiri



O Diário Oficial do Estado deve publicar nos próximos dias a exoneração do Secretário de Estado de Esporte e Laser, Arlindo Penha da Silva. Assume a pasta um vereador de Castanhal, indicação do deputado federal Hélio Leite. A dança das cadeiras na SEEL chancela a ida de vez do DEM para a base do governo do Pará.


Hélio Leite, que já vinha sendo massacrado nas redes sociais, principalmente no interior, por conta da evidente traição ao partido, segue agora a cartilha de Helder Barbalho, criando um racha dentro do DEM. Enquanto isso, Marcio Miranda, provável candidato ao governo em 2022, continua conversando com aliados e percorrendo os municípios paraenses, em um intenso trabalho de bastidores.


O que se diz a boca pequena é que Hélio Leite caiu no “conto do paco”, sonhando com indicação para vice na chapa de Helder, que, por sua vez, já tem nome e sobrenome como vice na sua, também provável, candidatura à reeleição: Francisco das Chagas Melo Filho, popularmente conhecido como “Chicão”, que, inúmeras vezes posto a prova, já demonstrou fidelidade canina ao “Rei do Norte”.


O mesmo não pode se dizer de Hélio Leite, que carrega consigo, a pecha de “escorpião”, aquele que pode estar junto, mas irá ferrar em algum momento. Diga-se de passagem, Leite já é mal visto pela bancada do DEM em Brasília desde que começou a flertar com o clã Barbalho.


Nas últimas semanas, Márcio Miranda, que assiste, indiferente, o harakiri de Hélio Leite, vem sendo assediado por vários partidos, entre eles o PSL, de Everaldo Eguchi, O PSD, de Helenilson Pontes e o PSC, do senador Zequinha Marinho. O ex-presidente da ALEPA também tem conversado bastante com o tucano Simão Jatene, que, a moda mineira, continua vendo a banda passar, no seu sítio em Icoaraci. A bem da verdade, o jogo das eleições de 2022 está apenas começando, sendo que, como tradicionalmente acontece na política paraense, o tempo é o senhor da razão. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte. Aguardemos.

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